Imigração e desemprego. Afinal há relação...

Descobri no site do ACIME, por acaso, um interessante artigo, já do ano passado, publicado originalmente no DN. Trata-se de um artigo sobre o desemprego entre os imigrantes e é interessante porque, um pouco sem quererem, os imigracionistas acabam por revelar algumas verdades que normalmente tentam esconder.
Um dos mantras dos imigracionaistas, repetido até à exaustão, é o de que não há qualquer relação entre a imigração e o desemprego. Ora, os próprios imigracionistas (associações de apoio aos imigrantes, sindicatos, Igreja...) reconhecem que “a crise económica não pode explicar os níveis de desemprego entre os imigrantes e argumentam que estes são substituídos por cidadãos indocumentados.” Ou seja, há de facto necessidade de mão-de-obra imigrante… desde que seja ilegal! A imigração só interessa aos empregadores desde que seja ilegal e, portanto, barata, sem direitos e sem capacidade reivindicativa. Ainda bem que os imigracionistas reconhecem isto, porque reconhecer isto é também reconhecer que a imigração maciça destrói a capacidade negocial e reivindicativa dos trabalhadores portugueses. Segundo Carlos Trindade, sindicalista da CGTP: “Há imigrantes que se deslocam ao sindicato, dizem-nos que as entidades patronais estão a rescindir os seus contratos, ou não os renovam, mas que admitiram estrangeiros ilegais”. Acrescentando o artigo que: “Actualmente, passa-se o mesmo com os imigrantes legais que com os trabalhadores nacionais há uns anos. Ambos foram substituídos por mão-de-obra mais barata, diz aquele sindicalista”. Os trabalhadores nacionais foram substituídos por mão-de-obra barata imigrante! Obrigado Carlos Trindade pela tua honestidade. Então, há ou não há relação entre a imigração, o desemprego, os salários e os direitos laborais?
Então e qual é a solução? Qualquer pessoa sensata pensaria que a solução passaria por reduzir os fluxos migratórios de forma a eliminar essa bolsa de mão-de-obra barata. Mas como os imigracionistas não são pessoas sensatas, por entre algumas boas ideias (“o controlo dos fluxos migratórios incida mais nas entidades patronais do que nas comunidades migratórias e que as sanções para quem contratar ilegais sejam exemplares”) apresentam outra completamente estapafúrdia: “As associações de imigrantes defendem a legalização dos indocumentados”. Ou seja, em vez de se desincentivar a imigração, de forma a reduzir os fluxos migratórios (e assim, reduzir a disponibilidade de mão-de-obra ilegal), faz-se exactamente o contrário – abrem-se processos “extraordinários” de regularização, que na prática significam enviar a seguinte mensagem a potenciais imigrantes: “venham para cá ilegais, que nós depois legalizamo-vos”. E enquanto os imigrantes ilegais continuarem a chegar, o problema mantém-se. Ainda sobre os processos de regularização, Carlos Trindade diz-nos que “Abrir períodos de legalização de país para país não funciona, porque as máfias colocam as pessoas onde há processos de regularização.” Mais uma vez, obrigado Carlos Trindade pela tua honestidade.

posted by Nacionalista @ 6:06 da tarde,

3 Comments:

At 10:57 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Quer dizer então que os oportunistas que dão trabalho aos imigrantes ilegais não devem ser punidos ? Muito inteligente...

 
At 1:49 da tarde, Blogger Vanguardista said...

«por entre algumas boas ideias (“o controlo dos fluxos migratórios incida mais nas entidades patronais do que nas comunidades migratórias e que as sanções para quem contratar ilegais sejam exemplares”)»

P'ra próxima lê com mais atenção.

 
At 11:09 da tarde, Blogger soberania e identidade said...

Boa descoberta Vanguardista.

 

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