Ainda o “casamento entre homossexuais”

1. Ontem à noite, enquanto fazia zapping, calhei de apanhar na “Quadratura do Círculo” o Lobo Xavier a fazer uma patética defesa da impossibilidade do casamento entre homossexuais* (o que é que poderíamos esperar de um conservador?**). Dizia ele qualquer coisa do género, “o Estado definiu o casamento da seguinte maneira…”, ao que o apresentador lhe retorquiu assanhadamente “mas se o Estado o definiu assim agora pode defini-lo de outra maneira”. Lobo Xavier limitou-se a dizer qualquer coisa sobre não achar que o casamento esteja ultrapassado ou que haja necessidade de o redefinir. Enfim, uma tristeza.

2. Oh Lobo Xavier, o Estado não definiu nada! O Estado limitou-se a reconhecer a existência histórica de uma instituição chamada casamento. Não só reconheceu a sua existência como achou que ela era socialmente útil e por isso decidiu conceder-lhe alguns benefícios que não concede a figuras afins. O casamento é o que é, e não é por lhe chamarem outra coisa ou alargarem o conceito que ele vai deixar de ser o que é***.

3. A questão a colocar é: porquê esta necessidade mórbida de chamar casamento às uniões homossexuais? Porquê tratar de maneira igual aquilo que é objectivamente desigual? Porquê lançar o confusionismo do tudo igual a tudo? Porquê desprestigiar o casamento (e por arrastamento a família), retirando-lhe o lugar privilegiado que ocupa(va) nas nossas sociedades? A resposta é: para mais facilmente destruir a civilização europeia (destruindo os pilares sobre os quais ela se construiu).

*digo casamento entre homossexuais e não casamento de homossexuais, porque os homossexuais já se podem casar.
** desgraçadamente a maioria das pessoas são conservadores por temperamento.
*** é uma chatice, mas os conceitos não existem para serem deformados à vontade do freguês.

posted by Nacionalista @ 4:34 da tarde,

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