A perfeita organização económica será, sem dúvida, aquela em que a actividade privada possa agir total e harmonicamente em todos os ramos da Economia, reservando o Estado o domínio, pela fiscalização absoluta, dos grandes meios da Produção: Construção Civil, Transportes, Correios e Telégrafos, Telefones, etc.
O Crédito, esse, deve ser exclusivamente organizado e distribuído pelo Estado e quem diz pelo Estado, diz pelos seus Bancos e pelos Bancos Corporativos. Há que desviar em proveito do Estado e portanto da colectividade, o jogo da Bolsa, as especulações financeiras, tudo o que se prenda com a Moeda.
No campo do Crédito tudo terá de ser nacionalizado em atenção às normas do trabalho obrigatório, em atenção ainda ao bem comum ou colectivo. Nos outros campos, sempre que a actividade privada se mostre impotente para desempenhar cabalmente a sua função, deverá o Estado igualmente nacionalizar até serem criadas pela actividade privada as condições de se exercer plenamente.
Nacionalizando o Crédito, tem-se especialmente em vista o equilíbrio e a justiça social. Nacionalizando o que por força das circunstâncias tenha de ser nacionalizado, tem-se em vista o bem comum ou colectivo.
Há distinção entre Nacionalizar e Socializar, distinção que queremos frisar.
Socializa-se atendendo ao bem colectivo de momento. Nacionaliza-se atendendo ao bem colectivo do momento e do futuro, expresso esse bem na unidade da Nação.
Nacionalizaremos, pois, sem temer, tudo o que seja necessário nacionalizar para o bem-estar nacional, para o Equilíbrio da Vida, para a Justiça Social. Não é atentar contra a Propriedade. É limitá-la em função da sua utilidade social, em proveito da Nação que trabalha.

- António L. Tinoco, «A Revolução Nacional dos Trabalhadores» (1933)

posted by Nacionalista @ 11:19 da tarde,

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