Uma “dedicatória” curiosa

Hoje tirei a tarde para procurar livros que já não se encontram nas livrarias, na biblioteca da universidade. Por entre vários livros, encontrei uma dedicatória curiosa. Na primeira página do livro “A Questão Ibérica”, da autoria de vários integralistas, entre os quais António Sardinha, pode ler-se o seguinte:
«A sua excelência, Senhor Governador Civil de Lisboa, para que directamente aprecie o anti-patriotismo de António Sardinha, seus companheiros e discípulos. Lisboa, 24/II/927»

posted by Nacionalista @ 2:16 da manhã,

6 Comments:

At 8:18 da manhã, Blogger Manuel said...

A dedicatória é irónica!
Quem a assina é Affonso Lucas, que foi da primeira geração do Integralismo Lusitano e portanto era um dos companheiros de Sardinha.
Como se tinha falado em "anti-patriotismo" dos integralistas, ele oferece o livro para o Governador Civil possa "apreciar directamente" a questão.. em vez de falar de ouvido.

 
At 7:59 da tarde, Blogger Vanguardista said...

Obrigado pelo esclarecimento. Eu bem que achei estranho mas como não conhecia o autor da dedicatória, fiquei na dúvida.

Já agora, quem acusava os integralistas de anti-patriotismo e porquê?

 
At 11:38 da tarde, Blogger O Condado said...

Considero-me um homem de direita e costumo ler o teu blog com atenção. Já vi que és um acérrimo defensor do PNR mas gostaria que dissesses agora alguma coisa sobre os alegados financimantos vindos do Irão!

 
At 12:41 da manhã, Blogger Vanguardista said...

Acho que é uma grande tanga.

 
At 12:37 da tarde, Anonymous viriato80 said...

Veio de lados diversos a acusação de "iberismo" feita a António Sardinha depois da publicação de "A Aliança Peninsular", posterior ao exílio de Sardinha em Toledo, e também com base em poemas como "Madre Hispânia".
Sardinha foi o inventor da expressão "hispanidad", que os tradicionalistas espanhóis depois generalizaram (ainda hoje o 12 de Outubro é o "dia de la hispanidad").
Obviamente que a ideia de Sardinha de uma ancestralidade comum aos povos da península, hispânica, não significava menosprezo pela nacionalidade portuguesa, nem a sua defesa de uma "aliança peninsular" implicava a fusão política entre Portugal e Espanha.
Mas para o combate político desses anos de 1925 a 30 fazia jeito endereçar essas acusações de "iberismo" (se fosse agora ninguém se importava, mas na altura era gravemente ofensivo e obrigava os visados a lavar a sua honra!).

 
At 12:40 da tarde, Blogger camisanegra said...

Já agora um comentário sobre a "iranian connection": dizem que a estupidez é infinita... mas parece-me que ainda assim... devia ter os seus limites!

 

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