A propósito do Código da Vinci...

Este sucesso [do Código da Vinci] mostra também o que perdemos, o que estamos a perder. Que cultura é mais rica em Maravilhoso do que a europeia? Que cultura se pode orgulhar de ter alguém como os irmãos Grimm, como Andersen, como as antigas epopeias? Mas nada disso é hoje ensinado ou procurado. As escolas encontram lugar para ensinar literaturas africanas, mas desprezam a herança dos ancestrais. As novas gerações são formadas num completo analfabetismo em relação ao folclore europeu, o que torna mais fácil a posterior absorção do veneno multicultural. As gerações mais velhas parecem apostadas em esquecer o que aprenderam quando foram adolescentes. Trocam a epopeia pelo blockbuster. Querem ser jovens. E para quem pretende ser eternamente jovem não pode haver lugar para a memória. À memória corroi-a o flagelo de Alzheimer, mas é jovem não sofre disso. Vivemos o tempo da imbecilidade, em que os pais se moldam à imagem dos filhos, em que se querem vestir como eles, ouvir a música deles, participar na alienação que é a deles. Trocou-se Ossian por um zulu qualquer. O que é isto?

posted by Nacionalista @ 3:33 da tarde,

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