Anda aí meia blogoesfera a espumar e estrebuchar de raiva porque alguns "corajosos" se limitaram a constatar o óbvio – que o Estado Novo não foi um regime fascista (infelizmente, acrescento eu). Para essa gente, esta simples constatação equivale a "branquear os crimes do Estado Novo".
Ninguém nega que o Estado Novo fosse uma ditadura, no entanto, isso parece não ser suficiente para estes zelosos democratas "anti-fascistas". Será que o qualificativo "ditadura" não lhes parece suficientemente forte e legitimador do 25 do 4, ou será que, lá no fundo, até há algumas ditaduras de que eles gostam e, por isso mesmo, não as querem ver metidas no mesmo saco com o Estado Novo?

posted by Nacionalista @ 8:05 da tarde,

4 Comments:

At 12:28 da manhã, Blogger Mendo Ramires said...

Caro Vanguardista:
De facto, o Estado Novo não foi uma Ditadura.
Houve uma Ditadura Militar entre 1926 e 1933; mas, neste ano, após plebiscitada (coisa que não aconteceu à actual...), entrou em vigor uma Constituição que instituiu uma República Unitária Corporativa.

 
At 12:38 da manhã, Blogger Vanguardista said...

Mendo, quantas pessoas é que você consegue convencer com essa da "República Unitária Corporativa"? ;)

 
At 12:38 da tarde, Anonymous Nonas said...

Caro Vanguardista,
o Estado Novo nunca foi uma ditadura. De 1933 a 1945 foi um regime autoritário. Depois, da segunda guerra passou a ser uma dita"mole" e já nos anos 50 aceita as eleições, o ambiente cultural passou a ser conquista de qualquer esquerdelho até ao descalabro marcelista e abrilista.

 
At 3:13 da tarde, Blogger Mendo Ramires said...

Caro Vanguardista:
O que lhe digo é um facto histórico.
O Estado Novo (1933-1974) — II Repúbica, se quiser — corresponde oficial e formalmente a uma República Unitária Corporativa, com Constituição (plebiscitada), Presidente da República (eleito, a partir de 1949), Presidente do Conselho (1.º Ministro), Governo, Assembleia Nacional (Parlamento) e Câmara Corporativa ('câmara alta'?) — bicamaralismo, portanto.
O que o Camarada e Amigo Nonas explicou, anteriormente, são factos político-ideológicos; entre muitos outros.

 

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