Morreu Saddam Hussein

Saddam Hussein foi enforcado durante a madrugada de hoje; os seus carrascos negaram-lhe o fuzilamento, a última humilhação, e executaram-no como se de um vulgar criminoso se tratasse.

Nunca simpatizei especialmente com a figura de Saddam Hussein e conheço tão pouco do seu regime que seria incapaz de fazer a sua defesa ou condenação, por isso pensei, inicialmente, não escrever nada sobre o acontecimento e assinalá-lo apenas com uma imagem do presidente iraquiano (como fez o Arqueofuturista). No entanto, enquanto procurava no Google a tal imagem, encontrei um post de um blogue estrangeiro (americano?) datado de 07/12/2005 bem demonstrativo da farsa que são estes “tribunais de vencedores”.

Lê-se o seguinte:

First, let me make myself clear. Saddam Hussein should have been put down like a rabid dog. The problem is we didn’t. So now we have a whole new set of rules. It was decided to provide Hussein with a trial, lawyers and all. This creates a problem. Now justice must be fair and balanced. This is where the problem creeps in. Look past the courtroom antics of Saddam. What has really been going on?

First a parade of witnesses have come through “testifying” about what they had seen. The witnesses are hidden, so much for facing your accusers. The defense has no idea who they are, or for that matter if they were even in the locations that they claim at the time they claim the events occured. Most of the testimony these witnesses are providing seems to be focus on what happened to other people, not specifically them. Some of it isn’t even what they had seen, it’s what they had heard, or heard from a third party. The whole thing stinks of hearsay. I doubt you would get most of this testimony into an American trial. None of the evidence so far links Saddam to the criminal act. Isn’t that the key to the case? The prosecution must prove: 1. The crimes even took place. 2. Saddam knew about it and didn’t act. and 3. Saddam ordered the criminal action in the first place.

Don’t get me wrong, I think he is guilty and should be executed. Unfortunately, now that it is in a legal arena, the rule of law and evidence must be considered.

My fear in all of this is that they will keep presenting unknown witnesses, of dubious credibility, not allow the defense to know enough to prepare a rebuttal case, and then execute Saddam anyway. It would have been better to have an angry mob take Saddam out and shoot him than to put on a trial in this manner.

I hope things improve. What would happen if he was acquitted due to insufficient evidence?

Este pelo menos é honesto e reconhece logo que mais valia tê-lo despachado “como a um cão raivoso” em vez de manter a farsa.

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Peace, Propaganda & The Promised Land

Peace, Propaganda & The Promised Land é um documentário sobre a cobertura feita pelos media norte-americanos ao conflito israelo-árabe e as “pequenas subtilezas” que inquinam e impossibilitam qualquer compreensão do conflito por parte do público norte-americano. A certa altura os autores referem-se aos media norte-americanos como “occupied territory”… Infelizmente, o facto de esses media serem maioritariamente controlados por judeus parece passar completamente ao lado dos autores e participantes no documentário, também eles maioritariamente judeus, o que é pena, já que com essa informação o documentário faria muito mais sentido. Mas imagino que referir em voz alta esse pequeno “segredo” que toda a gente conhece já seria ir longe demais. De qualquer forma um bom documentário que vale a pena ser visto, quanto mais não seja para se perceber como funcionam os subtis mecanismos de moldagem da opinião pública.

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Guarda de Honra

A banda nacionalista portuense Guarda de Honra acaba de lançar o seu primeiro CD, intitulado Vento do Norte. A avaliar pelos três mp3 disponíveis no site vale bem a pena comprar o CD.

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Notas soltas

- Regresso em grande do Rodrigo à blogoesfera! O Fogo da Vontade já se encontra devidamente linkad0;
- Por algum motivo o link da Legião Vertical desapareceu da coluna da direita. Leitor atento chamou-me a atenção, pelo que o erro já se encontra corrigido. Caso detectem o desaparecimento de mais algum link, não hesitem em avisar;
- Preparo um "projecto" on-line dedicado a Julius Evola. Quem tiver textos em português de/sobre Julius Evola que me avise!;
- Li hoje, numa dessas revistas-suplemento, penso que do JN, um artigo sobre o Natal à portuguesa, antes de haver Pai Natal e compras desenfreadas. O artigo é bastante interessante e tenho a certeza que algum apaixonado dos mitos e lendas indoeuropeias conseguiria detectar em alguns dos costumes relatados traços de continuidade com as antigas lendas da Europa, no entanto, o que mais me chamou a atenção foi um antigo costume que, infelizmente, caiu em desuso. Na noite de Natal era hábito colocar um lugar a mais à mesa, representando os que já se foram (os mortos, os antepassados) mas que continuam connosco. São rituais como este que nos fazem perceber até que ponto perdemos a noção de continuidade, de linhagem, de estirpe e de comunidade.
- E prometo mais assiduidade para o ano que vem. Até 2007!

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A França muda, a FN também... e tu?

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"Discursos da Revolução"

Recebi hoje o livro Discursos da Revolução, de Benito Mussolini, editado pelas Edições Réquila. Trata-se de um livrinho de 50 e poucas páginas e em formato um pouco maior que A5. Para além dos cinco discursos de Mussolini inclui ainda um posfácio de A. J. Brito, intitulado "A Actualidade do Fascismo", de que transcrevi o último post. Para além do posfácio ainda não li mais nada e limitei-me a folhear o livro, mas parece-me tratar-se de uma edição cuidada e com muito boa apresentação. Recomenda-se, portanto. Os interessados em adquirir o livro podem fazê-lo através do seguinte endereço de correio electrónico: plaatz88@yahoo.es.

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Fascismo e antifascismo

Este [o Fascismo] possui, porém, mais uma forma de actualidade – e uma forma curiosa. É que muito do Fascismo está presente no antifascismo que arrebatadamente condena o primeiro.

Senão, vejamos.

O antifascismo exalta o pluralismo ideológico, aplaude o multipartidarismo, louva a existência de oposições fortes, entende dever-ser indeclinável que os governados sejam os governantes (democracia), sem falarmos num ponto especial a que dedicaremos ulteriores considerações.

Suponhamos, porém, que há imensas pessoas (milhões, por exemplo, como sucedia na Alemanha, em 1933) que são contra o pluralismo ideológico, contra o multipartidarismo, contra a existência de oposição forte, contra a democracia. Ser-lhes-á permitido organizar-se, para fazer enérgica propaganda das suas perspectivas? Nem por sombras! O antifascismo exige que todos respeitem o pluralismo ideológico, o multipartidarismo, a possibilidade de oposição, a democracia. Quer dizer, o pluralismo ideológico torna-se a ideologia oficial imposta pela força, o multipartidarismo uma tese incontestável, a existência de oposição ninguém se pode opor a ela, a democracia representa algo de intangível.

E eis que no antifascismo teremos uma série de ensinamentos, dogmas (que é o que a palavra dogma significa) que a ninguém é lícito rejeitar. Surge, assim, uma crença obrigatória, que é, precisamente o que o antifascismo censura, indignado, no Fascismo.

Designemos os tópicos que referimos por regime demo-liberal. Será legítimo insurgir-se contra tal regime ainda que só pela oratória e a doutrinação permanente? O antifascismo declara logo que não. O seu pluralismo ideológico, o seu multipartidarismo, o seu culto da oposição, o seu democratismo tornam-se um monolitismo de tipo fascista tutelada pelo braço secular, à semelhança dos tempos da Inquisição.

Debrucemo-nos, especialmente, sobre dois momentos da temática antifascista – o multipartidarismo e a existência da oposição.

Como vimos, só são consentidos partidos antifascistas e uma oposição antifascista. Por outras palavras, só se concebem partidos e oposição dentro do regime demo-liberal. O que equivale a dizer que os partidos não podem opor-se no fundamental, logo reduzem-se a subsecções do um partido único.

O regime ou sistema não admite oposição ou partidos contra ele. O multipartidarismo não passa de uma mentira e nenhuma verdadeira oposição se vislumbra. Partidos, mas todos com a mesma política de base, oposição mas nunca ao Sistema.

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Uma imagem vale mais do que mil palavras (II)

Não vale a pena entrar em grandes dissertações. Aqui está, em forma gráfica, o motivo de tanto "anti-pichonetismo" que por aí vai.

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Uma imagem vale mais do que mil palavras (I)

Perigosos anti-semitas que se preparam para participar na Conferência sobre o holocausto em Teerão.

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Recebido por e-mail

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Pierre Gemayel: três cenários e uma evidência

Por Rodrigo Nunes (E-mail: bf_europa@yahoo.com)

O recente assassinato de Pierre Gemayel, cristão maronita, ministro da Indústria no actual governo de Fouad Siniora e membro do partido Kataeb (a Falange) foi apenas mais um de uma série de crimes selectivos que tiveram por alvo altas figuras libanesas, o mais célebre dos quais terá sido o do antigo primeiro-ministro Rafiq Hariri. Neste caso recente, como em anteriores, apresentaram-se imediatamente como prováveis responsáveis forças ligadas, directa ou indirectamente, ao regime sírio, apostadas em eliminar as personalidades libanesas que se oporiam à influência de Damasco sobre o país. É apenas uma possibilidade; não é a única. Existem três grandes cenários distintos dignos de serem considerados.

Cenário 1: responsabilidade síria

Nesse primeiro cenário a ideia subjacente será a da simples aniquilação por Damasco de mais uma figura do regime crítica da influência síria sobre o Líbano, país considerado, na circunstância, fundamental para os seus interesses estratégicos. Para além disso surge também por detrás desta conjectura a possibilidade de estar o plano da ONU de criação de um tribunal para julgar os suspeitos do assassinato de Rafiq Hariri. Naturalmente isto pressupõe o envolvimento da Síria nesse primeiro caso e a interpretação desta nova ocorrência como uma acção (que parece despropositada) contra essa intenção da ONU e aqueles que no governo libanês a pretendessem ratificar.

Mas um suposto envolvimento da Síria levanta alguns problemas que de momento serão contraproducentes aos objectivos políticos do país. No mesmo dia em que Pierre Gemayel foi morto o governo sírio havia conseguido um importante triunfo diplomático com o retomar das relações com o Iraque e corria nos bastidores da diplomacia internacional a ideia de que estaria para breve o reconhecimento por parte dos EUA do papel fundamental do país na estabilização da situação iraquiana, conferindo à Síria uma posição importante na actual geopolítica da região.

No final, o ónus da suspeita do envolvimento sírio poderá ser particularmente prejudicial aos interesses nacionais, sério golpe no objectivo de romper o isolamento internacional.

Cenário 2: o Hezbollah

Um outro cenário apontará para a possibilidade do envolvimento do Hezbollah na morte de Pierre Gemayel. Aqui a questão teria de ser compreendida no âmbito mais alargado das novas reivindicações políticas do Hezbollah na vida do país. A verdade é que a extremada intervenção israelita no Líbano permitiu uma «vitória moral» a este movimento islamita, que conseguiu sair da situação com a imagem reforçada em muitos sectores da sociedade libanesa, mesmo para além da população xiita. Foi, no final, o Hezbollah que surgiu como única força libanesa disposta a defender o país da actuação israelita, causadora de uma autêntica razia entre civis. O novo estatuto que a máquina de guerra israelita assegurou ao movimento esteve na origem das reclamações de maior poder político do Hezbollah que culminaram na resignação de ministros seus ou próximos do movimento e nas declarações do líder do referido partido dizendo que o actual governo de Fouad Siniora – considerado pró-americano – não representa a população e deve cair. Estas reivindicações políticas do Hezbollah também têm de ser lidas à luz do sistema político do país, herdado do período colonial e que limita as aspirações da maioria relativa xiita.

Neste caso o objectivo do Hezbollah seria conduzir o país a uma situação de instabilidade de forma a fazer cair o actual governo, na crença de que o novo estatuto popular conseguido nesta última confrontação com Israel lhe permitisse uma posterior conquista de poder.

Seria sempre uma jogada de risco já que o Hezbollah teria noção de que seria apontado como um dos prováveis responsáveis e isso acarretaria a possibilidade de ver ferido o mencionado estatuto popular conseguido na última guerra com Israel e de voltar contra si parte importante da população, o que seria danoso para os seus interesses. A ser assim ter-se-á talvez tratado de uma aposta motivada pela percepção de que o actual equilíbrio político cerceia as suas pretensões e que, pesados os prós e contras, valeria a pena arriscar…

Cenário 3: o envolvimento israelita

A terceira hipótese será a do envolvimento de Israel no assassinato. A recente ofensiva militar do Estado judaico sobre o Líbano impressionou pela sua fereza destrutiva e permitiu, como dissemos, ao inimigo Hezbollah ter saído desse conflito com uma imagem reforçada junto do povo, como única força de resistência e como principal movimento de reconstrução e auxilio às populações. Sabendo que as responsabilidades no assassínio de Pierre Gemayel seriam facilmente atribuíveis ou à Síria ou ao Hezbollah, Israel poderá ter analisado a situação como de possível ganho em qualquer dos casos, ou porque conseguiria manter a Síria isolada numa altura em que se estavam a criar as condições para Damasco assumir um papel importante na geopolítica da região ou porque a responsabilização do Hezbollah pelo assassinato de um cristão poderia dividir a população, lançando cristãos contra xiitas, e abalar fortemente a posição que o partido xiita havia conquistado para além do seu eleitorado natural (prova disso continua a ser o apoio de algumas personalidades cristãs, a mais destacada das quais, provavelmente, Michel Aoun).

Uma das razões que explicariam a dimensão da devastação levada a cabo por Israel no recente conflito seria o propósito de punir a população civil pelas acções do Hezbollah, voltando dessa forma o povo contra o movimento xiita; a mensagem seria mais ou menos esta: «Vocês estão a pagar pelas acções do Hezbollah é ao Hezbollah que devem pedir satisfações». Assim, o «caso Gemayel» pode ser uma readaptação da estratégia ao mesmo objectivo de voltar o povo contra aquele partido.

Uma evidência

A construção de cenários diferentes, alguns conflituantes, resulta da própria natureza dos processos de prospecção e da complexidade da região. Diferentes leituras das consequências de uma mesma acção (no caso a morte de Pierre Gemayel) levam à consideração de panoramas distintos pois que os beneficiários variam conforme essas leituras; o planeamento estratégico tem sempre de lidar com a variável incerteza. No meio das especulações, e ainda que devamos compreender a importância de considerar cenários diversos e o que pode estar na génese de cada um deles, o que surge evidente no Líbano é a facilidade com que o país é sujeito à destabilização, originada no seu interior ou a partir do exterior… o que surge evidente e incontestável no Líbano é que as sociedades que comportam no seu interior comunidades marcadamente distintas, historicamente e culturalmente, são muito mais instáveis e propensas à fragmentação.

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Terceira Via

Novo fórum.

posted by Nacionalista @ 11:29 da tarde, , links to this post


Enviesamento

Costuma-se dizer que há um enviesamento de esquerda na imprensa. Um bom exemplo é uma nota pequenina, em letras pequeninas, no fundo de uma das últimas páginas do JN de hoje. Lê-se o seguinte: “A maioria dos jornais italianos mostrou-se ontem impressionada pela demonstração de força da direita italiana e do seu líder Silvio Berlusconi, que sábado fez sair à rua perto de um milhão de pessoas contra o governo Prodi.” Sobre a manifestação propriamente dita, nem uma palavra. Um milhão de pessoas na rua para protestar contra um governo não é coisa pouca. Porque é que só aparece referida numa nota de rodapé? Até se fica com a “impressão” de que imprensa não gosta de falar quando as coisas correm mal à Esquerda…

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Licença para matar

Um artigo dePierre Vial.
«Emoção após a morte de um jovem (…) abatido pela polícia». «Erro policial reaviva tensões raciais». O presidente da câmara considerou o erro «inaceitável» e «prometeu um inquérito imparcial». Eis o que escreveu o Le Monde de 29 de Novembro. Um leitor distraído poderia pensar que estas informações dizem respeito à morte de um jovem adepto do Paris Saint Germain (PSG), morto por um polícia à saída do jogo PSG - Hapoël Tel-Aviv, no dia 23 de Novembro. Não é o caso. Estas citações do Le Monde referem-se, de facto, à morte de um afro-americano, abatido em Nova Iorque por cinco polícias no dia 25 de Novembro, à saída de uma discoteca.
Respiremos de alívio. De facto, não passa pela cabeça de ninguém colocar em causa um bravo polícia francês, de origem antilhana, que merece na realidade ser felicitado por ter abatido, sem aviso, um «racista». Foi precisamente isto que declarou o Procurador de Paris, Jean-Claude Marín, no dia seguinte aos «dramáticos incidentes» – como escreveu pudicamente o Le Monde – sublinhando que o polícia «demonstrou um sangue frio notável». Ele precisa: «O polícia, para se defender, accionou voluntariamente a sua arma face a um estado de perigo imediato e importante». Patrick Mignon, «investigador» do Instituto Nacional do Desporto e da Educação Física, especialista em «claquismo» (parece que é um emprego…), aporta a sua caução: o polícia que matou o jovem é «um elemento corajoso» (Le Monde, 26 de Novembro). Deveríamos condecorá-lo, não? Já Richard Prasquier, presidente do Comité Francês de Yad Vashem* e membro do comité executivo do CRIF*, assegura: «Saúdo-o respeitosamente» (Le Monde, 30 de Novembro).
Este caso, evidentemente, não terá consequências prejudiciais para o polícia assassino. É normal. O jovem abatido chamava-se Julien Quémener. Era gaulês, portanto. Um «pequeno branco», como dizem os intelectuais burgueses. Sem interesse. E que, como se diz na gíria, estava mesmo a pedi-las – é para aprender a ser adepto do PSG. Bem feito.
Mas imaginemos por um momento quais seriam as consequências da morte de um antilhano abatido por um polícia gaulês… Mobilização geral dos subúrbios, dos intelectuais indignados, dos professores de moral do Le Monde e de outros catecismos do politicamente correcto (La Croix, Le Figaro e TODOS os outros diários), do governo, de Chirac, de todos os partidos políticos do Sistema… Dois pesos, duas medidas, portanto? Certos gauleses, que normalmente se orgulham «de não fazer política», vão talvez abrir os olhos. Podemos sempre sonhar…
Em qualquer caso a lição certamente não será esquecida por alguns: os bófias que queiram disparar contra os «racistas» poderão dedicar-se a essa tarefa alegremente. Nem o seu ministro, nem os seus sindicatos, nem as autoridades judiciárias lhes guardarão rancor. Pois que é por uma boa causa. Deveria até valer-lhes o reconhecimento das ligas de virtude «anti-racistas» e, em resultado, ser bom para a sua progressão.
E porque se incomodarão eles, já que o exemplo vem muito de cima, tanto no plano nacional como internacional: a licença para matar não é, hoje em dia, a razão de ser da OTAN? Esta organização, nascida da utopia que Roosevelt pretendia incarnar, permitiu aos EUA, após 1945, vassalizar suavemente os europeus sob o pretexto de os proteger do Satã soviético. Este já não existindo mais – embora alguns ainda tentem satanizar a Rússia de Putin – foi fácil, para esta marioneta americana que é a OTAN, decretar a existência de novos Satãs. Satânico, por exemplo, é o povo sérvio, que ousou fazer frente aos diktats de Washington. É portanto permitido matar o sérvio através de bombardeamentos maciços sobre Belgrado (a França de Chirac assim se desonrou). Satânicos são Saddam Hussein e as suas armas de destruição maciça (mentira desavergonhada, toda a gente o sabe hoje), e por conseguinte é permitido matar os iraquianos, às centenas de milhar – nunca saberemos o número exacto – no momento da agressão americana. Atolados no Afeganistão como no Iraque, os americanos intimam hoje os europeus a fornecer-lhes os soldados de eles precisam como carne para canhão para substituir os seus GI’s impotentes. Aos países que pretendem entrar na União Europeia, a integração na OTAN – ou seja, a submissão aos EUA – é apresentada como o passaporte indispensável. Prova, como se o fosse necessário, de que a caricatura da Europa que se chama União Europeia está prostrada face a Washington.
A lógica da licença para matar é tão velha como a invenção de Satã e do maniqueísmo que daí decorre: contra o Mal, necessariamente absoluto, tudo é permitido aos agentes do Bem, necessariamente também absoluto. Foi, precisamente, em nome deste princípio que a Inquisição atirou à fogueira, durante séculos, milhares de infelizes denunciados como «bruxas».
E entretanto que faz o bom papa Bento XVI, chefe de uma Igreja que criou a Inquisição? Declara-se favorável à entrada da Turquia na União Europeia, «sob o fundamento de valores comuns» (sic). E preconiza, para encontrar um terreno de acordo com o Islão, «reconhecer o que temos em comum» (resic). Os espíritos dos cristãos massacrados ao longo dos séculos pela maior glória de Alá devem apreciar.
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* Organizações judaicas.

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