A vida como Milícia

A vida é uma missão.
O simples viver traz já consigo a ideia de servir e de lutar. Servir e lutar pelo Bem, frente ao Mal; pela Verdade, frente ao Erro; por Deus frente a Satanás.
Nesta luta, cujo âmbito é universal, as diversas Pátrias represen­tam na superfície da Terra, numerosas frentes. Cada Pátria tem para si um sector especial de combate. Dum lado estão os defensores do Homem, que confiam nos valores espirituais, que acreditam nas certezas divinas e na continuidade «in aeternam» da Nação; do outro os adora­dores da matéria, os negadores da Pátria, os fanáticos do Anti-Cristo.
Urge pois, militarizar a vida.
Dar-lhe aquele carácter de milícia, que as antigas ordens de cava­laria possuíam, e que não era mais do que uma escola de honra, de virtudes, de disciplina, de sacrifício.
Transcrições de antigos livros de cavalaria falam «nessa formosa companhia de nobres homens que foram ordenados para defender a terra e acrescentá-la» e só à ordem pertenceria quem não temesse «a morte por sua Lei», nem sacrifício por sua «Terra», e que pedisse a Deus que o «guiasse a seu serviço».
A guerra não é só, necessariamente, origem de destruições totais e de morte.
É, também, escola de nobreza, de valor, de lealdade, de ordem, de abnegada camaradagem, de amor a Deus, à Pátria e à Grei.
São estas as virtudes da Milícia, ou melhor, da vida como Milícia, pelas quais se lhe pretende dar um sentido sério, de verdade luminosa, de austeridade integral, de disciplina rigorosa, de camaradagem sentida, de serviço e sacrifício.
Negar a vida como assim a vemos, é militar no campo do adversário, é viver a vida do egoísta, do imoral, do indiferente criminoso, é auxiliar a trincheira do inimigo da Ordem, do demolidor da Tradição, do carrasco do Divino, do partidário consciente da Anti-Nação.
Vindos do Oriente, sopram sobre a terra os ventos da tempestade e da escuridão — só militarizando a vida, só aceitando as virtudes do guerreiro, poderemos enfrentar o poder diabólico do inimigo externo e interno das nossas Pátrias e da nossa cultura.
Não confundamos, contado, o espírito militar com o espírito guerreiro.
Ter espírito guerreiro é amar os combates, pelo que têm de perigo, é ter a paixão da vitória, a bravura temerária, que tanto pode conduzir ao triunfo como à derrota. Os homens dotados de espírito militar pre­ferem a paz à guerra. Não a paz falsa, dissolvente, imoral, e profun­damente materialista; mas, sim, a paz activa, previdente, benéfica que traz às nações a certeza dos seus destinos, a garantia da ordem e do trabalho; a calma necessária para ensinar às novas gerações, no caminho da honra, o gosto pela iniciativa, a firmeza de carácter, o amor da Pátria, e o sacrifício pessoal frente aos interesses do Bem Comum.
O falarmos em militarizar a vida, não é também tentar transformá-la numa parada arrogante, em quartel de orgulho, ou caserna de ambição. É dotá-la da virtude para servir a Deus e ao próximo, à Nação e à Grei, com alegria e entusiasmo, com devoção e fé, com consciência e inteligência.
Foi militarizando a vida e aplicando aos conflitos do espírito os princípios eternos da milícia, que as gestas dos legionários europeus em África, na Rússia e na Espanha, marcaram uma época e afirmaram uma fé. Mas o sacrifício dos nossos mortos não foi suficiente perante as investidas do demo-marxismo internacional, e em cada uma das nossas Pátrias, os partidários da desordem pululam. Para os aniquilar, por­que a luta é de vida ou de morte, não podemos contar com os dúbios, com os fracos de vontade, porque esses nunca poderão levar a bom fim, os grandes feitos, que o momento exige. Para os vencer, não chegam as palavras ou as armas.
É preciso — fé ardente, harmonia perfeita entre as ideias e a vida, de modo que esta assuma aquele carácter de responsabilidade e missão divina que Cristo lhe atribuiu, quando afirmou aos que o ouviam — «Eu venci o Mundo, e com a minha graça, também vós o vencereis».

posted by Nacionalista @ 9:37 da tarde, , links to this post


Nem EUA, nem Islão. Europa!

Se a Europa quer encontrar os pilares sobre os quais construir uma potência para o milénio que acaba de começar, deve deixar de olhar na direcção que lhe é imposta pelos acontecimentos, e virar o olhar sobre si mesma: uma Rússia ainda potente do ponto de vista militar, uma Alemanha que se liberte definitivamente dos seus complexos de nanismo político e que além de ser uma locomotiva económica se converta no eixo do continente, uma França que é desde 1945 o único Estado europeu que se opõe firmemente a transformar-se numa colónia ianque, uma Itália fortemente ideologizada, uma Espanha consciente do seu enorme potencial político e estratégico são os pilares que poderão dar nascimento à Europa como potência mundial. E não nos esquecemos dos povos britânicos (ingleses, galeses, escoceses e escoto-ulsterianos) e irlandês, herdeiros das melhores tradições europeias: celtas, romanos, germanos, vikings, e parte essencial e irrenunciável da Europa, que devem deixar de se considerar a costa ocidental da América do Norte, para participar na missão a que pela história, herança e natureza são chamados (...)

posted by Nacionalista @ 2:33 da manhã, , links to this post


Sérvia

A TVI transmitiu esta tarde o filme Atrás das Linhas do Inimigo, mais uma bela peça de propaganda em que os sérvios são retratados como umas bestas sanguinárias – nada de novo portanto. Curiosamente nunca vimos um filme sobre as atrocidades dos «outros» ou sobre os bombardeamentos da OTAN… É pena.

Decidi por isso dedicar ao bravo povo sérvio e à sua heróica resistência a primeira música da Rádio Vanguarda (obrigado pela dica Viriato). Trata-se da música Belgrado da autoria dos espanhóis División 250 (não consegui encontrar a letra mas penso que é bastante perceptível) e basta um clique para começar a ouvir.

posted by Nacionalista @ 11:17 da tarde, , links to this post


Estará um atentado no horizonte?

Ismail Haniyah, chosen by the militant group Hamas to serve as Palestinian prime minister, could be a target for assassination if Hamas carries out suicide bombings, a former Israeli security chief said on Friday.

posted by Nacionalista @ 1:04 da manhã, , links to this post


Vira-se o feitiço contra o feiticeiro

Após décadas e décadas na linha da frente do combate anti-nacionalista e imigracionista, eis que os judeus franceses começam a ver-se forçados a imigrar para Israel em números cada vez maiores. A causa? O crescente anti-semitismo dos “jovens” muçulmanos.

posted by Nacionalista @ 12:51 da manhã, , links to this post


Afinal ainda há muitos europeus que querem ter filhos!

As preocupações financeiras impedem mais de metade dos habitantes da União Europeia de ter os filhos que desejariam, de acordo com um estudo publicado pela Comissão Europeia no dia 17 de Fevereiro.

Mais de metade dos 34.000 homens e mulheres interrogados em 14 países europeus declararam que gostariam de ter pelo menos dois filhos, no entanto as preocupações financeiras e o receio de não poder sustentar mais uma criança impedem-nos de o fazer.

Para além destes resultados animadores, registaram-se outros bem preocupantes: na Alemanha, na Itália, na Bélgica e na República Checa, os habitantes desejam em média menos de duas crianças.

* * *

Estes resultados, ao mesmo tempo que são animadores, são também preocupantes. São animadores na medida em que revelam claramente que os saudáveis instintos da raça* ainda estão acordados na maior parte dos europeus, apesar das doses industriais de individualismo, hedonismo e materialismo que nos são servidas diariamente. Por outro lado, revelam também que essa propaganda começa a ter os seus resultados, o que, a longo prazo, significa a auto-extinção e submersão dos europeus pelas hordas terceiro mundistas que todos os dias aportam nas nossas costas.

Tendo estes valores em mente torna-se claro que uma verdadeira política natalista, conduzida à escala europeia, tem de ser dupla: por um lado tem de proporcionar aos europeus as condições económicas e financeiras necessárias à manutenção de uma família numerosa, mas tem também de levar a cabo um trabalho de contra-propaganda que reabilite a instituição familiar e a maternidade, já que nem todos os benefícios fiscais do mundo poderão convencer um povo, que apenas pensa no prazer e que só vive para o momento, a ter filhos.

___
* «Saudáveis instintos da raça» é uma expressão que eu gosto de usar para me referir aos comportamentos saudáveis que são a norma no seio de um povo.

posted by Nacionalista @ 12:56 da manhã, , links to this post


A representação popular no Estado Nacional-Sindicalista

Desde que as Nações se organi­zaram em Estado, uma das preocupações fundamentais tem sido o justo equilíbrio entre a valorização autêntica da opinião pú­blica e a integridade e independência da autoridade, factores estes prepon­derantes, — uma vez atingida uma base real de entendimento —, da ver­dadeira governação de uma sociedade devidamente organizada politicamente. Temos, portanto, de um lado, uma função representativa e, do outro, uma função governativa, ou seja, a partici­pação dos membros de uma comuni­dade nacional na direcção da «res pu­blica» em que se encontram integrados.

A História é fértil em exemplos, que soluções não são, e que vão desde a completa negação da interferência do individuo no governo, até ao cidadão-eleitor, que numa base teórica de igualdade de direitos, nem sempre de deveres, pretende, também teorica­mente, assumir posições, através do voto, de gerência da comunidade na­cional.

Esta última experiência, que com o liberalismo ganhou foros de cidadania, procurou através do sufrágio inorgâ­nico conceder, na sua essencialidade, aos membros constitutivos da comunidade, a faculdade de exprimir a sua opinião sobre todos os problemas de convivência nacional através de um pedaço de papel — o voto.

Trata-se, portanto, de conceder ao eleitor, culturalmente indiferenciado, a possibilidade de se pronunciar sobre todas as questões públicas, com um peso de opinião inversamente proporcional ao número de votantes, limitando-se o Estado, depositário e titular do poder colectivo, — o Estado-Guardião, o Estado-Polícia, o Estado-Balança, como lhe queirais chamar —, e em alheamento total de problemas éticos, políticos, económicos e sociais, a pesar os votos das diversas correntes de opinião e a aferir, em função da maioria obtida por uma delas, — seja qual for a sua ideologia ou tendên­cia —, o seu próprio andamento e orientação futura.

Se temos que reconhecer, na tenta­tiva liberal, o primeiro esforço para a obtenção da participação do indivíduo, sem qualquer discriminação, na em­presa colectiva que é o Estado, há, também, com certeza, que proce­der a uma crítica, pois, a realidade histórica e política do parlamenta­rismo e o seu processo directo — o su­frágio inorgânico —, falharam redon­damente. E o insucesso deve-se ao vasto âmbito dos problemas sobre os quais o indivíduo-eleitor é chamado a pronunciar-se, quase sempre, senão sempre, numa base de total desconhe­cimento e não menos total falta de preparação, a que se alia, também, a total irresponsabilidade.

Temos, portanto, uma relação di­recta, um binómio de Estado-Indivíduo, em que o primeiro opera como simples polícia de trânsito para dar passagem ao grupo mais numeroso, só por ser mais numeroso; e o segundo, fundamentalmente bom como dizia Rousseau, é livre de todas as atitudes, incluso a destruição do próprio Estado.
* * *
Como facilmente se compreenderá, o mecanismo do sufrágio inorgânico está na origem dos partidos políticos, que outra coisa não são que correntes de opinião, mais ou menos estruturadas e organizadas, tendentes a fazer vingar pelo número, o que seria impossível ao indivíduo isolado. Isto, entenda-se, numa base puramente teorética, pois esses grupos, esses partidos, dentro em pouco, não são mais do que a sua pró­pria minoria dirigente, a qual mono­poliza e desfruta politicamente, quase sempre em seu proveito, um poder que lhe foi abandonado pela desiludida massa dos eleitores, cônscios da sua in­capacidade para se pronunciarem so­bre cada vez mais complexos e imensos problemas e do ínfimo valor real da sua possibilidade de representação através do voto anónimo.

Forma-se, deste modo, uma casta de políticos profissionais que nega no fundo, porquanto se intromete entre o Estado e o Indivíduo, a própria incor­poração dos cidadãos no governo da «res publica», isto é, a sua função representativa, que o parlamentarismo liberal parecia ter conseguido graças ao sufrágio inorgânico. Na realidade, os diversos partidos organizados sob os mais vários rótulos ideológicos, neces­sitando de meios monetários para prosseguir nas suas campanhas e man­ter a máquina partidária, transformaram-se em puros agrupamentos econó­micos e o mito democrático do povo pelo povo, desvia-se para as tais cas­tas que se vendem ao grupo capitalista que mais der, em detrimento das ideias e massas populacionais que dizem re­presentar.

Assiste-se, assim, a um extremar de campos, em que as classes mais fortes, porque economicamente mais potentes, ainda que minoritárias, se entrinchei­ram no abrigo de partidos que, para facilidade de expressão, chamaremos habituais. Estes, ou melhor, os seus dirigentes, procuram, depois, por meio de combinações, acordos, entendimen­tos, a repartição de presidências e mi­nistérios, isto é, ser governo, para atra­vés dele perpetuar os privilégios dos seus mandatários que actuam da som­bra (1).

As classes trabalhadoras, por sua vez, que são maioria, e que durante anos e anos foram mantidas, graças a todos os meios propagandísticos, no engano do parlamentarismo liberal, esperando constantemente a satisfação dos seus interesses menosprezados, fatigam-se da espera, e já rebeldes frente ao Es­tado demo-capitalista, organizam-se em «sociedades de resistência»: — os Sindicatos. Preconizam estes o repúdio total das formas jurídicas do sistema político liberal, com a subsequente su­pressão do Estado que aprenderam a odiar, e que deve ser substituído por eles próprios, como núcleos da vontade colectiva.

Ameaçado na sua própria existência, o Estado reage e através dos partidos, que como atrás referimos não são mais do que as suas minorias dirigentes, defende-se, considerando ilegais tais as­sociações. Temos, portanto, e uma vez quebrado o encanto do parlamenta­rismo liberal, o surgir no campo do Estado, das verdadeiras forças que se digladiam, os «trusts» e os sindicatos.

É o Sindicalismo Revolucionário de Sorel, que em breve se espalha por toda a Europa, e que se organiza como uma força reivindicativa de base pura­mente económica. São as greves e os atentados por parte dos trabalhado­res; os «lock-outs» e as ameaças por parte do patrão-capitalista. É uma luta desapiedada e feroz, em que se que­rem, sobretudo, atingir fins concretos e imediatos: a redução das horas de trabalho, a melhoria das condições de vida, a segurança e a previdência social, o direito de associação profissio­nal para defesa de interesses comuns. Impossibilitado de desconhecer, por mais tempo, a realidade da força sindical, o Estado Liberal, que defende, palmo a palmo, as suas posições, vai satisfazendo, ainda que relutantemen­te, uma a uma, as reivindicações das massas trabalhadoras e reconhece, fi­nalmente, a legitimidade da associação profissional.

Mas este Sindicalismo é, acima de tudo, apolítico, e é-o, pelas desilusões criadas pelo Estado Liberal em que se insere.
* * *
Publica-se, entretanto, o Manifesto Comunista. E Marx proclama: «Pela exploração do mercado mundial, a Bur­guesia dá um carácter cosmopolita à produção de todos os países. Para de­sespero dos reaccionários ela retirou à indústria a sua base nacional». Para ele e seus apaniguados, o factor eco­nómico, aliás erradamente, é o único essencial e «modela o mundo à sua imagem». E continua, mais adiante: «essas razões teóricas podem ter valor para um marxista culto, mas não para as massas. Estas não estão acostuma­das a tais subtilezas. Devem existir outros motivos, mais concretos, mais palpáveis».

De facto, o marxismo, dado o seu carácter altamente teórico, tem fracos resultados iniciais. Olhando em volta, ele vai encontrar, graças aos tais «ou­tros motivos mais concretos, mais pal­páveis», no Sindicalismo, que surgira da consciência dos trabalhadores de que só o sofrimento os irmanava, e a miséria os unia, frente à opressão ca­pitalista mancomunada com o Estado, e isto em todos os países —, as forças militantes para a sua afirmação, para a sua conquista política.

O Sindicalismo, porém, resiste. Con­tinua desconfiado de tudo o que seja política. Esta atitude, bem compreen­sível, aliás, que tinha sido a razão da sua força, e aí estão as reivindicações satisfeitas a prová-lo, é também, a sua fraqueza fundamental, o seu calcanhar de Aquiles. Cansadas de combater os efeitos, as forças sindicalistas, com­preendem que urge, sim, combater as causas e voltam-se, então, abertamente para a política, atitude a que não é estranho, também, o quererem colma­tar o seu vácuo teórico e evitar, in­cluso, o próprio exaurir que se anun­ciava próximo. São, então, os Sindicatos das várias tendências e confissões.

Aceitam-se, pois, tacitamente, as te­ses fundamentais do liberalismo, isto é, o conceito da vida colectiva como conflito de forças adversas, com um árbitro e algumas, poucas, regras pu­ramente formais.
* * *
Encontramo-nos, após esta breve re­senha, em pleno século XX, no actual Mundo Ocidental, dito Livre, onde os ingénuos e os espertalhões insistem em gritar: Liberdade, Igualdade e Frater­nidade, continuando os problemas os mesmos, sempre os mesmos, sem solu­ção previsível.

E, agora, o Sindicalismo clássico, já ganho à política do Estado parlamen­tar, transforma-se, não sendo mais do que a transposição para a esfera grupalista do que o liberalismo prega na esfera individualista. Isto é, passamos do binómio Indivíduo-Estado, para o de Sindicato-Estado, onde as deficiên­cias são as mesmas que no primeiro.

Surgem, então, as tentativas de su­peração.

Uma dessas tentativas, aquela que nos interessa fundamentalmente, por­que nossa, é o Nacional-Sindicalismo, que procura resgatar, em outras bases, o projecto inicial, — a todos os títulos nobre do liberalismo e ainda que fa­lhado —, da participação efectiva, au­têntica, real, de todos os membros da comunidade, na governança da mesma, utilizando as energias sindicais na re­gulamentação dos grandes problemas da convivência, e libertando-as, ao mesmo tempo, da sua submissão mais ou menos inconsciente, aos postulados da organização liberal. Não negamos, portanto, quer a vigência quer as vi­tórias do Sindicalismo clássico, na épo­ca terrível das primeiras indústrias pesadas, que surgem triturando nas suas engrenagens de cobiça e de egoís­mo, homens, mulheres e crianças. Par­timos, até, dessa base já solidamente organizada, pois ela é indispensável para se encontrar um adequado pro­cesso, um adequado sistema de popular representação política.

À consulta indiscriminada e indife­renciada, através do voto anónimo de exíguo peso do Cidadão-Eleitor deste ou daquele partido, propomos a da opinião tecnicamente qualificada, com peso real, por sectores de actividade: — os Sindicatos—, em que cada um é competente e está directamente inte­ressado.

O sufrágio sindical representa, portanto, frete ao sufrágio inorgânico, uma notável redução do conteúdo e não menos notável aumento do peso específico, pois garante-se a qualidade técnica da opinião expressa, paralela­mente ao interesse efectivo pela parti­cipação na governança da «res publi­ca», graças à incorporação do indivíduo em associações profissionais, for­madas com suficientes elementos de juízo, superiores, portanto, a uma mera agrupação de pareceres de indivíduos isolados.

Contudo, o Nacional-Sindicalismo não se detém na pura sistematização da representação politica através dos Sindicatos. Isto é, o Sindicato surge-nos, ainda, como órgão de gestão dos interesses dos que os formam, assu­mindo, por incumbência do Estado, a maioria das funções públicas que àque­le competiam. O Estado sindicaliza-se, torna-se povo e os Sindicatos sobem ao Poder.

Dá-se, portanto, uma sindicalização da sociedade, em que a base é o Sin­dicato Vertical, órgão representativo e de Governo, mediante o qual o povo participa, realmente, na direcção da política de produção e distribuição dos bens, e aquele assume, ainda, o papel de instrumento de ordem, de ressorte de poder para os grupos sociais, de garantia para os direitos do indivíduo.

O Nacional-Sindicalismo pretende, assim, fazer participar o povo no Go­verno, dar um conteúdo político ao Estado, levando às suas instituições principais uma adequada representa­ção da sociedade. E tudo isso para evitar que o Estado não seja um vácuo de que se possa assenhorear uma mi­noria ou um grupo social não repre­sentativo e a Sociedade não se veja reduzida a uma massa anónima, a uma simples soma de indivíduos, sem capacidade política, sem opinião, sem eficácia.
* * *
Assistimos, portanto, a uma modifi­cação do próprio Estado Liberal que, de simples e passivo espectador da luta de classes, — geralmente obediente, através da casta privilegiada dos polí­ticos profissionais, às pressões dos po­deres económicos —, se torna capaz de iniciativa e imposição, aos seus cida­dãos, de uma missão nacional no uni­versal e configura, também, graças à colaboração competidora das energias sociais sindicalizadas verticalmente, a expressão jurídica e política do inte­resse comum organizado.

Se no campo da convivência social e económica, o sufrágio sindical, é, pois, a base e o sistema que permitem, no futuro Estado Nacional-Sindicalista, a real harmonização da opinião pú­blica e da integridade e independência da autoridade, não podemos ignorar, ainda, a existência de problemas que transcendem este aspecto na medida em que dizem respeito — não fôssemos nós cristãos — aos valores eternos da própria pessoa humana. Trata-se, dada esta inegável realidade, de encontrar outros meios de consulta para estes ca­sos concretos, tendo sempre em vista a qualificação e interesse da opinião expressa.

O Município por um lado, como ele­mento de descentralização do poder público e de gestão da administração local; e a Família, por outro, como unidade elementar de convivência e asseguradora da salvaguarda e pro­tecção pública da religião e da moral, assim como núcleo fundamental da educação dos novos cidadãos nas virtudes cívicas e militares, são, portanto, os meios de consulta complementares do sistema representativo do Nacional-Sindicalismo, tendentes a conseguir a efectiva e real participação de todos os elementos da Comunidade Nacional na direcção dos interesses colectivos.
* * *
Depreende-se, de tudo o que acima deixámos escrito, que a fundamental preocupação política do nosso sistema, a todos os títulos revolucionário, é assegurar ao homem, — irmão do ho­mem em Cristo —, a participação efec­tiva na empresa do Governo da Nação, através das suas formas naturais de convivência que são, ao mesmo tempo, as que incorporam os seus interesses mais directos e representam a sua mais competente capacidade: Família, Mu­nicípio, Sindicato.

Conseguida a superação do sistema liberal, e portanto do indivíduo (ho­mem caracterizado pela separação), conseguida a superação de qualquer absolutismo, e portanto do súbdito (homem caracterizado pela sujeição), o ser humano readquire, com o Nacio­nal-Sindicalismo, a sua qualidade de portador de valores eternos, o qual ligado por afinidades sentimentais, territoriais e profissionais, aos outros homens, realiza o governo real do povo, que é o governo do homem integral.
- Zarco Moniz Ferreira
1. A título de puro exemplo, e para confir­mar este ponto, referiremos o caso do defunto Enrico Mattei, senhor todo-poderoso da E.N.I., empresa italiana da exploração de pe­tróleos, que financiava, ao mesmo tempo, o Partida Social-Democrata, o Partido Radical, a ala esquerda da Democracia Cristã, a ala direita do Partido Socialista de Nenni e, incluso, uma parte dos Monárquicos…

posted by Nacionalista @ 7:42 da tarde, , links to this post


Solidariedade com David Irving

Depois da condenação do historiador David Irving a três anos de prisão a pretexto de uma opinião que ele expressou há 18 anos num dos seus livros, constitui um imperativo de consciência exprimir a nossa revolta e a nossa desaprovação aos responsáveis pela ignomínia.
Existem os meios para isso: que as nossas armas sejam o telefone, o fax, o correio, electrónico ou não. De modo firme e educado, não deixemos de levantar a nossa voz.
Façamos chegar à Embaixada da Áustria, que não deixará de o relatar ao seu governo, as nossas mensagens de protesto.
Embaixada da Áustria
Av. Infante Santo 43-4º
1399-046 Lisboa
Tel 213958220 * 213913720 * 21 3171010
Fax 213958224 * 213171019
Email - lissabon-ob@bmaa.gv.at

posted by Nacionalista @ 11:46 da tarde, , links to this post


O Poder Cultural

Acabo de ler o ensaio de Alain de Benoist intitulado "O Poder Cultural", publicado pelo Manuel Azinhal no Sexo dos Anjos. A sua leitura parece-me fundamental para quem queira perceber os mecanismos da subversão a que assistimos diariamente. Digo mesmo mais: devia ser impresso às dezenas e distribuído a todos os militantes nacionalistas!
Decidi por isso republicá-lo aqui também (ver post abaixo): quanto maior exposição e divulgação tiver em sites e blogues maiores serão as probabilidades de alguém o apanhar nos motores de busca.

posted by Nacionalista @ 11:29 da tarde, , links to this post


O Poder Cultural

Introdução

Quando se procura caracterizar o debate político e ideológico que, neste momento, tem lugar nos países ocidentais, a palavra que mais espontaneamente nos vem à cabeça é a palavra «totalidade».

Estamos perante um debate total. Com isto pretendo significar não um debate de natureza ou pensamento totalitários, mas um debate que, cada vez mais, se remete indistintamente para campos directa e especificamente considerados como «políticos», assim como para campos considerados anteriormente «neutros». O facto é que, há alguns anos, as diferentes facções, os diferentes partidos, argumentavam essencialmente sobre tópicos directamente políticos, tais como as instituições, o tipo de governo, o sistema económico, considerados mais directamente relacionados com a moral ou possuindo um maior grau de predominância na condução das sociedades, etc. Entretanto existia um consenso tácito sobre as estruturas fundamentais e mais elementares: a instituição da família era então muito raramente questionada e não havia também discussão sobre a utilidade da educação, da medicina, da psiquiatria, etc. Finalmente era considerado que um acordo podia e devia ser facilmente atingido com base em factos científicos, ou seja, nas verdades dos factos obtida através da dedução lógica ou pela prática do método experimental.

Esta situação mudou, hoje, totalmente e as sociedades modernas encontram-se face a uma contestação, a qual, não só desafia este ou aquele tipo de poder ou governo, mas ataca as próprias estruturas da sociedade, o que denuncia a sua «evidência» como um «acordo», a qual sustenta sistematicamente, com sucesso, que não há diferenças entre o homem e a mulher, que não há justificação para a autoridade dos pais sobre os seus filhos, que os doentes mentais são pessoais normais e que, por outro lado, são as pessoas normais que estão loucas, que a prática da medicina torna as pessoas doentes mais vezes do que as cura e que a realidade dos factos científicos não deve ser avaliada mediante o seu grau de verdade mas pela sua concordância relativamente às ideologias em voga. Em tais condições, a própria noção de política encontra-se consideravelmente transformada. Diz-se muito que «a política invadiu tudo»; eu diria antes que os sectores de actividade humana, de natureza não directamente política, adquiri­ram uma nova dimensão, no sentido de terem perdido a «neutralidade» a eles atribuída no que se refere à vida política. E acrescentaria que isto é particularmente verdade nos sectores da actividade cultural e tentarei mostrar (ao longo deste breve trabalho) como se formou, além do poder político, um poder para o qual eu sugiro o nome de «poder metapolítico» ou «poder cultural».

A herança da revolução francesa

Na minha opinião, há um facto assente: não existe neutralidade. Permanecer silencioso significa tão-somente conferir um poder extra àqueles que falam (e, no campo das relações internacionais, permanecer «neutro» perante um problema ou um dado processo, é apenas guardar a própria «força» para outra ocasião). O simples facto de pertencer a uma escola de pensamento, de seguir uma doutrina filosófica ou religiosa, de votar num partido polí­tico, implica um «ajuizar» que atinge, sucessivamente, todos os campos de aprendizagem e actividade.

Foi dito – (e não deixa de ser provável que seja algo mais que um gracejo) – que o homem de direita tinha uma gastronomia diferente da do homem de esquerda! Nenhum campo escapa à «ideologia», a qual definirei aqui como o modo de ver o mundo que nós herdamos, que nós sentimos instintivamente, ou que deliberadamente escolhemos como nosso. O mundo é neutro fora dos homens, pois fora do homem não existe pensamento auto-consciente. Nas sociedades humanas, pelo contrário, nada é neutro. Os seres humanos, poderíamos dizer, são animais que dão significado ao que os rodeia, colocando esse meio numa perspectiva histórica específica. Há maneiras diferentes de ver o mundo e de pertencer a ele, e estas incluem o conhe­cimento puro, tanto como o conhecimento intuitivo, as emoções, os valores implícitos, os juízos estéticos, etc.

Além disso temos que considerar que a sociedade é uma estrutura, na qual, tudo está ligado. A nossa percepção intelectual leva-nos, por meio da capacidade de análise, a separar os diferentes constituintes desta estrutura para tentar compreender melhor a sua ordem e para alcançar a sua transformação.

Mas, entretanto, este conhecimento dá-nos a ilusão de que as coisas são realmente distintas umas das outras, embora elas apenas estejam assim na nossa mente (nota­mos, a propósito, que é esta profunda diferença existente entre o mundo das ideias e o mundo dos factos – sendo a primeira apenas uma imagem sempre imperfeita da segunda – o que explica o carácter heteróclito da acção política, isto é, o facto de que as consequências reais das acções empreendidas diferem sempre, de um ou de outro modo, do efeito pretendido inicialmente). Real­mente (como o disse um pouco acima) tudo está ligado. Numa estrutura social, o sentido de cada membro depende não só da sua natureza intrínseca mas também – e espe­cialmente – da sua função relativamente aos outros mem­bros. Nações, povos, indivíduos têm um sentido enquanto estão em posição, em comparação com ambos os partidos e – tal como para um jogo de xadrez – ninguém pode actuar sobre nenhum deles, isto é, modificar as barreiras que existem entre este e aquele membro, sem modificar, ao mesmo tempo, uma ordem mais geral.

Claro que podemos lamentar este estado de coisas, assim como podemos lamentar a influência crescente das ideologias. No entanto, parece-me difícil, se não impossível, modificá-lo. Queiramo-lo ou não, estamos condicionados pelo nosso meio assim como também o estamos pelo que existiu antes de nós.

O homem nasce primeiro como um herdeiro. Ele não nasce em série, ele nasce dentro de um povo, dentro de uma cultura, dentro de uma dada era, e é desta particular posição em que está que ele será levado a emitir juízos de valor e juízos de facto; (é tão necessário aspirar à objecti­vidade, como quanto teremos que nos resignar que sempre será impossível alcançar uma objectividade total. É impos­sível considerar «objectivamente» todos os aspectos de um problema, assim como o é olhar a terra de dois pólos ao mesmo tempo).
Nesta relação, as leis que governam as sociedades humanas não diferem muito das leis da microfísica: a posi­ção do observador determina em parte o esboço da «pai­sagem» estudada.

O que é certo, por outro lado, é que as ideologias, isto é, os modos de ver e conceber o mundo, ainda quando não se associam como tal não foram sempre conscientes de si próprias como o são hoje, numa era em que já foram grandemente acumuladas e formalizadas numa multidão de sistemas. Esta «súbita preocupação ideológica» é, obviamente, uma consequência directa ou indirecta da revo­lução de 1789. De facto, logo que o princípio de autori­dade que naturalmente governava as sociedades da pré­-revolução foi posto em dúvida na sua legitimidade e nos seus fundamentos, tudo o que antes «was going without saying», tudo o que era espontaneamente considerado como posição integrante de uma «ordem natural», apareceu como convenção, isto é, como uma criação humana subjec­tiva, e, em consequência, deparou-se com uma grande quantidade de facções político-ideológicas, pretendendo todas, sucessivamente, possuir uma «nova verdade» e pro­curando os meios de assegurar o poder para si próprias. Paralelamente, desde que o Estado se colocou na posição de ser questionado pelas diversas facções, as quais estão aptas a uma tomada do poder de um dia para o outro (como é hoje sabido) vimos, enquanto todo um edifício de contra­-poderes era levantado frente ao poder estabelecido, simul­taneamente surgir toda uma multiplicação e expansão de pólos de pressão ideológica.

Estado-político, Estado-administração

Relativamente ao Estado, este constituía a matéria de um duplo desenvolvimento.

Por um lado, estava na situação paradoxal de ter de exercer a sua autoridade sobre todos os membros da socie­dade, quando o seu poder e o seu sufrágio haviam proce­dido apenas de uma secção dessa sociedade. Noutros termos: o Estado moderno só pode existir graças a um certo consenso da maioria dos membros da sociedade, ainda que proceda, por meio dos partidos em acção, de uma certa ruptura desse mesmo consenso.

Por outro lado e precisamente para justificar este paradoxo, o Estado desviou-se cada vez mais para fora da esfera da política. Não digo que o Estado já não faça política. A «política de estadistas» está, pelo contrário, mais presente que nunca em todos os níveis da engrenagem de um Governo. Apenas pretendo afirmar, por este mesmo facto, que o Estado não tem já o monopólio da política, e por conseguinte já não é a personificação da essência política. Podemos ver um dos efeitos desta realidade ao observar que os países Ocidentais se tornam cada vez mais «administrativos», esperando recriar, ao nível económico e material, um consenso que já não existe no nível político e ideológico.

De facto, é uma situação verdadeiramente perigosa, pois um Estado que nega o seu próprio princípio (princípio da soberania e da autoridade) para se dedicar principal­mente aos problemas económicos e sociais, está mais que nunca sujeito a ser derrotado pelos poderes que se desen­volvem fora dele e contra ele. (Além de que, ao reduzir toda a finalidade social a uma preocupação económica se torna prisioneiro de uma forma inesperada do «princípio do prazer», pois satisfazendo exigências, exclusivamente mate­riais, em vez de as reduzir, estimula-as e torna-as ainda mais intensas).

A escola e a política

Penso que, aquela corrente a que geralmente chamamos Esquerda ou Extrema-Esquerda, teve o mérito de ter sido a primeira a tomar consciência da realidade estrutural da inter-conexão de todos os sectores da mente e da activi­dade e, consequentemente, da realidade da impregnação ideológica destes sectores. A chamada Direita, pelo con­trário, conservou-se durante bastante tempo, prisioneira da ideia ilusória de que havia sectores «neutros» – ou (de um modo ligeiramente diferente) de que era possível voltar à situação anterior, na qual um consenso implícito era alcan­çável nestes sectores. Temos em França um bom exemplo dessa diferença de atitudes no campo da educação. Enquanto a extrema-esquerda se vai apossando de um importante número de posições-chave na educação secun­dária e universitária, a direita nada mais faz do que lastimar a «politização da escola», que aparece de facto como irreversível (e que está hoje especialmente aberta ao criti­cismo porque é unilateral).

Aquilo que, no debate intelectual, fez a superioridade metodológica do esquerdista, foi ele ter sabido (e continuar a saber) o que cada um tem que pensar, do seu ponto de vista, em tópicos que são, à primeira vista, tão diferentes como as relações de produção na Idade Média, a pintura abstracta, a invenção do cinema, o «Design» de «Mass Housing», a genética molecular ou a teoria «Quantum» (ou pelo menos ele sabia que neste, como em qualquer outro tópico, a doutrina que ele tinha como sua, tinha uma pala­vra a dizer). A Direita pelo contrário não entendeu que não havia «verdades da ala direita» e «verdades da ala esquerda», mas sim, caminhos de direita e de esquerda (para mais uma vez utilizar expressões convencionais) com o fim de calcular os factos admitidos, adquiridos pela mudança de conheci­mento, organizando-os, colocando-os numa perspectiva particular que lhes dará igualmente um significado par­ticular.

E é provavelmente a razão porque a esquerda e extrema­-esquerda acertaram sempre, mais sistematicamente na teorização, na formalização do seu «Approach» epistemo­lógico e doutrinário, na criação de um corpus ideológico, útil para ser usado como referência em discussões posteriores.

Quer isto dizer que não há «ideologia da ala direita»?

Claro que não. Mas em muitos casos, poderíamos afirmar que esta ideologia apenas existe por dentro, de uma maneira implícita. A direita ignora muitas vezes as suas potencia­lidades; muito raramente teve noção de todas as implicações das suas próprias aspirações. A sua «mensagem» está pre­sente mas não explícita. Todo o trabalho, agora, consiste em trazê-la à superfície. Neste ponto, chamar um doutor Freud… é tentador.

Considerando estes diferentes «Data» (dados), como se esclarece e desenvolve a noção de poder cultural? Penso que a melhor resposta para esta questão é referirmo-nos à obra do homem que, nos nossos dias, foi o seu primeiro teorizador: o italiano marxista e comunista António Gramsci.

A análise de Gramsci

Primeiro que tudo algumas referências biográficas:

António Gramsci nasceu na Sardenha em 1891. Chegou a Turim em 1911, tendo aderido primeiro ao partido socialista, depois ao partido comunista, sendo um dos seus membros proeminentes nos anos vinte. Nessa altura, logo após a revolução bolchevista de 1917, a Internacional comunista enfren­tará numerosas crises. Lenine, o que primeiro decidiu apressar as cisões entre os partidos socialistas europeus e sociais­-democratas, em 1921, avançou com uma política de Frente Popular, a qual ele considerou então como a única capaz de refrear o progresso da «reacção».

No partido comunista italiano, estes volte-face origi­naram uma disputa entre Gramsci, membro do executivo do Komintern desde 1922, e Bordiga que queria recusar qualquer colaboração com os «sociais-traidores» ou seja «sociais-democratas». Esta crise caseira do partido teve consequências sérias. Eleito deputado em 1924, Gramsci, dois anos depois ganhou a aceitação das suas teses e tornar-se-á Secretário-Geral do PCI. Mas já era tarde. Afastado do seu eleitorado, exausto pelas lutas internas, vítima da ascensão do fascismo, assim como das crises do partido comunista, Gramsci é preso e, depois, transferido para a ilha de Utica e condenado a vinte anos de prisão.

É na sua cela que ele se irá dedicar a um profundo estudo da Praxis Marxista-Leninista e, além disso, às causas do falhanço socialista-comunista nos anos 20. Porque vem a consciência dos homens atrás do que a sua «consciência de classe» lhe possa sugerir?

Como podem as classes sociais dominantes, em minoria, submeter «naturalmente» à sua autoridade as classes dominadas, em maioria? Estas são, entre muitas outras, as questões que vêm à mente de Gramsci. Tais são as questões a que ele irá tentar responder, estudando mais atentamente a noção de ideologia e estabelecendo a distinção definitiva e clássica, de ora em diante, entre «Sociedade Política» e «Sociedade Civil».

Por «sociedade civil» (este termo já tinha sido usado por Hegel, embora Marx o criticasse) Gramsci entende todo o sector «privado» isto é, os campos cultural, intelectual, religioso e moral, enquanto manifestações no sistema da burocracia, do corpo jurídico, administração, serviços públicos, etc. O grande erro dos comunistas, diz Gramsci, foi acreditar que o Estado era apenas um simples instrumento político. Actualmente, estados estabelecem consensos, ou seja, governam, não só através da sua organização política, mas também através de uma ideologia implícita, baseada em valores estabelecidos, considerados como «Going without saying» pela maioria do povo. Este instrumento «civil» inclui a cultura, as ideias, a moral, as tradições e ainda o senso comum.

Em todos estes campos, não directamente políticos, um poder está a trabalhar e o Estado depende também dele: é o poder cultural. Noutros termos, o Estado não exerce a sua autoridade apenas pela coerção. Além da sua domi­nação pela autoridade directa, comando que maneja através do poder político, também beneficia, graças à existência e actividade do poder cultural, de uma espécie de «hegemonia ideológica» e adesão espontânea da maioria das mentes, na concepção das coisas, no modo de ver o Mundo, o qual o fortalece e, ao mesmo tempo, o justifica nos seus próprios temas, valores e ideias. (Esta distinção não está muito longe da que foi feita por Louis Althusser entre «sistema repressivo do Estado» e «instrumentos ideo­lógicos do Estado»). Nesta, diferenciando-se de Marx, que reduzirá a «sociedade civil» simplesmente à sua subestru­tura económica e à contradição entre forças de produção e estruturas de apropriação de capital, António Gramsci tem a consciência perfeita (sem contudo estar suficiente­mente claro que a ideologia se encontra intimamente ligada às mentalidades – isto é, à constituição mental dos povos) de que é nesta «sociedade civil» que são trabalhadas, divul­gadas e multiplicadas as diferentes concepções do Mundo, filosofias, religiões, explícitas ou implícitas; o consenso social depende de todas estas formas para dominar, forta­lecer-se e sobreviver. Assim, colocando a sociedade civil ao nível da superestrutura, somando-lhe a ideologia, à qual pertence, Gramsci fará a distinção, dentro do Mundo Ocidental, entre duas formas de superestrutura: por um lado, a sociedade civil, do outro a sociedade política (ou o «Estado» propriamente dito). Enquanto que, no Oriente, o Estado é tudo, sendo a sociedade civil «primitiva e gela­tinosa», nos países ocidentais, especialmente nas socie­dades modernas onde o poder político é informe, a entidade «civil» – a mentalidade da época, o espírito do tempo ­possui um lugar proeminente. E foi este lugar proeminente que os partidos comunistas dos anos 20 não compreenderam. Assim, não o levarão verdadeiramente em conta ao conceberem as suas estratégias. Neste sentido, eles foram desencaminhados pelo exemplo de 1917: porque se Lenine conseguiu manter o poder, conseguiu-o (entre outras razões) porque na Rússia não havia praticamente uma sociedade civil.

Poder cultural e sociedade civil

Pelo contrário, nas sociedades em que cada membro participa mais ou menos da ideologia implícita que uma concepção do mundo espontâneo pressupõe, nas socie­dades onde reina uma atmosfera cultural própria, torna-se impossível apoderar-se do poder político sem previamente se ter apoderado do poder cultural.

A revolução Francesa de 1789, por exemplo, é disso um bom exemplo. Foi possível na medida em que foi preparada por uma «revolução das mentalidades», ou seja, pela difusão das ideias da «filosofia das Luzes» no seio da aris­tocracia e da burguesia. Como Helène Vedrine diz (no seu ensaio «Les philosophies de l'histoire», Payot, 1975) «a con­quista do poder não é apenas realizada por uma insurreição política que toma para si o estado, mas por uma longa acção ideológica na sociedade civil, que ajudará a abrir o caminho».

Do ponto de vista de Gramsci, numa sociedade avan­çada, a «transição para o socialismo» não é efectuada nem por um «Putsch» nem por um assalto directo mas, de facto, pela transformação das ideias comuns, equivalente a uma lenta subversão das mentalidades. O pelourinho desta Guerra Estática é a cultura, considerada como centro e depósito de valores e ideias.

Apercebemo-nos, então, de que Gramsci recusa simul­taneamente o leninismo clássico, isto é, a teoria da luta revolucionária, o revisionismo estalinista dos anos 30, ou seja a estratégia da política de frentes populares, e a tese de Kautsky, a ideia de uma «vasta assembleia de trabalhadores».

O papel dos intelectuais

Paralelamente à «obra do partido», que é uma obra concretamente política, Gramsci propõe a realização de uma «obra cultural», para substituir por uma «hegemonia cultural proletária» a «hegemonia burguesa». Tal tarefa é essencial para se obter a mentalidade da época (isto é, um resumo da sua razão e da sua sensibilidade) em harmonia com a mensagem política que se quer inserir nela.

Por outras palavras, para obter a maioria política a longo prazo, tem que se obter primeiro a maioria ideoló­gica, porque será apenas no momento em que valores diferentes dos existentes ganharem a sociedade activa, que a sociedade começará a vacilar nos seus fundamentos e o seu poder efectivo começar-se-á a desintegrar. Será pos­sível, então, tirar politicamente proveito da situação: a acção histórica ou o sufrágio popular confirmarão – ao nível das instituições e do sistema de governo – uma evolução já adquirida nas mentalidades.

Deste modo, Gramsci concebe uma função precisa aos intelectuais, induzindo-os a «ganhar a guerra cultural»; aqui, o intelectual é definido pelo modo como reage em relação a um dado tipo de sociedade e de produção. Gramsci escreve: «cada grupo social, nascido no terreno específico de uma função essencial, no mundo da produção económica, cria em simultâneo, organicamente, um ou vários estratos de intelectuais que lhe dão a homogenei­dade e consciência da sua própria função, não só no campo económico, mas também nos campos social e político» («Os Intelectuais e a Organização da Cultura»). Desta maneira, Gramsci estabelece outra distinção entre os intelectuais orgânicos, que asseguram a coesão ideológica de um sistema ou de um grupo social, e os intelectuais tradicionais que representam o antigo estrato social que sobreviveu às transformações dos modos de produção. É ao nível do que ele chama «intelectuais orgânicos» que Gramsci recria o sujeito da história e da política – «o Nós organizador dos outros grupos sociais» (para usar as palavras de Henri Lefèbvre – «La Fin de I'Histoire», Minuit, 1970). Isto significa que o sujeito da história não é já o Príncipe, nem o Estado, nem sequer o Partido, mas sim a vanguarda inte­lectual ligada à classe trabalhadora (ou, pelo menos, suposta de estar ligada a ela). Gramsci defende que o seu dever é cumprir uma «função de classe», sendo o porta-voz dos grupos representados nas forças de produção, fazendo um lento «trabalho de formiga branca» (o qual evoca a revolucionária «velha bruxa» de Marx).

Finalmente deve dar ao «proletariado» a «homogenei­dade ideológica» e a «auto-consciência» necessárias para assumir a sua hegemonia – um conceito que, em Gramsci, supõe e prolonga o conceito de «Ditadura do Proletariado» tanto quanto ele ultrapassa a Política para incluir a matéria cultural.

Assim, Gramsci detalha todos os meios que considera significativos na «persuasão permanente»: o apelo à sensi­bilidade popular, a inversão dos valores normativos, a criação de «heróis socialistas», o teatro, o folclore, a pro­moção de canções e por aí adiante. Para a definição destes meios, inspira-se na experiência inicial do Fascismo italiano e dos seus primeiros sucessos. O Comunismo, diz, deve, de facto, ter em conta a experiência soviética, sem contudo tentar seguir o seu exemplo passivamente; pelo contrário, deve ter em conta, para a definição de um contra-poder cultural, a especificidade das problemáticas nacionais e caracteres populares específicos. A acção histórica e popular não deve negligenciar a diversidade das sociedades nem deixar de ter em conta o temperamento, mentalidades, herança histórica, cultura, tradições, ou relações de classe – o que inclui também, obviamente, os seus aspectos ideológicos.

Gramsci – e lembremo-nos que ele escrevia nos anos 30 – sabe perfeitamente que o «Post-fascismo» não será socialista, mas crê que esse período, quando o libera­lismo reinar (outra vez), será uma excelente ocasião para praticar a subversão cultural, pois os partidários do Socialismo e Marxismo encontrar-se-ão então numa óptima posição de comando moral. Desta «viragem democrática», Gramsci é de opinião que se erguerá um bloco histórico, sob a supervisão da «classe trabalhadora», enquanto os «intelectuais tradicionais», pouco a pouco marginalizados, serão finalmente ou integrados ou derrubados. (Por «bloco histórico», noção baseada no estudo da situação no Mezzogiorno, entende Gramsci um sistema de alianças políticas associando infraestruturas e superestruturas cen­tradas à volta do proletariado, mas sem se identificarem com ele e baseado na «História» no sentido marxista, isto é, nas relações de classe e lutas no interior da sociedade.)

A penetração de contra-valores nas sociedades contemporâneas

Sofrendo de tuberculose, António Gramsci morre a 25 de Abril de 1937, numa casa de saúde italiana. A cunhada herdou as suas notas da prisão, num total de 33 blocos, encarregando-se da sua circulação. Logo a seguir à guerra, estas notas tiveram um tremendo sucesso e exerceram uma enorme influência, em primeiro lugar na evolução do partido comunista italiano e depois na generalidade dos grupos de esquerda e de extrema-esquerda nos países europeus.

Em certos aspectos, especialmente se nós nos cingirmos apenas aos aspectos metodológicos da teoria de «poder cultural», as ideias de Gramsci provaram, actualmente, serem proféticas. E não devemos ficar surpreendidos pela sua importância nos reajustamentos estratégicos que caracterizam o que hoje é chamado, certo ou erradamente, Eurocomunismo – com fenómenos tais como a busca, pela maioria dos partidos comunistas europeus, de um novo «bloco histórico», o abandono pelo partido comu­nista francês do conceito de «Ditadura do Proletariado», a presente atitude do Partido Comunista Italiano, etc.

Várias tendências das actuais sociedades realçam em demasia – e consequentemente facilitam – a influência exercida pelo poder cultural. Em primeiro lugar, devemos notar que o papel desempenhado pelos intelectuais dentro da estrutura social nunca foi tão importante como hoje em dia. A democratização da educação, o papel proeminente desempenhado pelos «media», a necessidade (relativamente às penetrações das modas, incessantemente renovadas) de encontrar «novos homens de talento» (reais ou supostos), a crescente sedução dos «opinion leaders» pelas ideias em moda (os «Gallups» fornecem um bom exemplo) e tendo todos estes factores repercussões uns nos outros, cria-se assim a possibilidade da intelligentzia manejar um considerável poder.

Devemos notar ainda a importância crescente das acti­vidades de «tempos livres» que ajudam ainda mais a propa­gação de um certo tipo de cultura e a divulgação de um certo número de temas e valores, a também crescente vulnerabilidade da opinião pública a uma mensagem meta­política, tanto mais eficiente, sugestiva e assimilável, quanto as suas ideias-base e o seu carácter propagandístico não são realmente entendidos como tal e, portanto, não encontrando pela frente o mesmo tipo de racionalização de reservas de consciência que enfrentaria uma mensagem declaradamente política.

Além disso, o poder dos espectáculos e das modas repousa neste carácter específico: uma novela, um filme, uma peça, um programa de televisão, etc., serão enten­didos a longo prazo como políticos, mas de imediato trarão consigo uma lenta transformação, um lento deslizar das mentalidades de um sistema de valores em direcção a outro.

Finalmente, há outro aspecto das sociedades actuais que não podemos descuidar quando falamos da acção do poder cultural: é o facto de a maioria dos regimes liberais Ocidentais estarem pessimamente preparados e ainda totalmente indefesos, devido à sua própria natureza, frente a esta transformação das mentalidades e esta subversão das ideias.

Os poderes ocidentais estão, actualmente, prisioneiros dos seus próprios princípios por duas razões. Por um lado, numa ordem política pluralista a competição está, neces­sariamente, garantida para todas as ideologias em con­fronto e a sociedade não pode actuar contra as ideolo­gias totalitárias sem correr o risco de se tornar (ou ser considerada) tirânica. O estado pode proibir a posse de armas de fogo ou o uso de explosivos; mas é-lhe muito difícil, sem interferir com o princípio da liberdade de expressão, proibir a publicação de um livro ou um espec­táculo, ainda que estes constituam, se se apresenta a ocasião, como autênticas armas apontadas contra ele (Estado). Assim, as sociedades ocidentais arriscam-se a cometer um lento suicídio, encontrando-se, como se encon­tram, baseadas no pluralismo, pois este pluralismo não existe realmente sem o consenso da maioria dos seus membros e, por outro lado, a sociedade não pode pôr fim a este pluralismo sem requestionar as suas próprias bases. Consequentemente, é nos regimes liberais ocidentais, onde precisamente a intelligentzia é especialmente livre de exercer o seu papel crítico, que se encontra o mais fraco consenso. A ordem pluralista, como Jean Baechler cons­tatou, é caracterizada por um pluralismo transitório. De facto, o pluralismo político, isto é, o reconhecimento insti­tucional da legitimidade de esquemas competitivos e divergentes, produz por si próprio um efeito corruptivo no consenso.

A multiplicidade dos partidos, pelo simples mecanismo da competição dá-nos a possibilidade de nos apercebermos, cada vez mais claramente, da multiplicidade e variedade das partes, instituições e valores. De facto, quase nada ficou aos membros da sociedade para que possam chegar a um acordo unânime. («Qu'est-ce que l’Idéologie?», Gallimard, 1976).

O combate total

O que nos leva a um círculo vicioso: a actividade dos intelectuais contribui para a ruína do consenso geral; o alastrar das ideologias subversivas acrescenta-se às falhas intrínsecas dos regimes pluralistas; de seguida, quanto mais se desintegra e se desmorona o consenso, tanto mais a procura ideológica – (a actividade dos intelectuais responde a isso precisamente) – aumenta. Correlativamente, o poder, constitucionalmente obrigado a ter em conta as mudanças da opinião pública, e ele próprio seduzido pelas miragens da moda e pelos dons da intelligentzia, favorece muitas vezes este processo de substituição de valores, do qual acabará por ser vítima. Assim aparece, sob a acção do poder cultural, a formação de uma maioria ideológica.

Como conclusão, direi que, em minha opinião, é de todo em todo inútil lamentar a «politização» (e ideologização) de todas as esferas do pensamento e da acção, que observamos hoje. Podemos considerar como um facto, de agora em diante, que tudo se encontra «engagé» e é muito pouco provável que no futuro, possamos voltar atrás. A política, levada para longe do estreito campo dos negócios de Estado, prolifera por todo o lado, invade todos os campos. A neutralidade torna-se impossível, pela simples razão que acaba por promover a acção dos que não são neutros. Sendo as coisas como são, qualquer actividade intelectual ou científica, qualquer acontecimento cultural, qualquer obra artística ou literária apoia indirectamente um partido ou um grupo de opinião, acrescentando-se assim a uma qualquer concepção específica do mundo. Qualquer «aspecto» do pensamento, tanto quanto intervém para colocar o real em perspectiva, refere-se a uma interpretação da realidade, a uma visão específica. Qualquer espectáculo ou conversa tanto quanto organiza o mundo segundo um determinado ponto de vista, está na linha da ideologia – a suprema astúcia da metapolítica é não ter dúvidas da falta de clareza com que se apresenta.

Assim, é necessário, enquanto se conserva um sistema de pensamento aberto, portanto não dogmático, saber tomar um partido, aprender a distinguir a forma pela qual o «político» e o «metapolítico» ou o cultural estão correlacionados. É necessário, em face de um discurso que possui em tudo a sua coerência, elaborar e apresentar um outro discurso que possua também, em si, a sua própria coerência. Sem uma teoria precisa não pode haver uma acção eficiente. Não podemos economizar uma ideia ou uma concepção do mundo. E primeiro que tudo não podemos pôr o carro à frente dos bois. Todas as grandes revoluções históricas, só reduziram a factos uma evolução, já adquirida de uma maneira subjacente, nas mentalidades. Não podemos, por assim dizer, ter um Lenine antes de um Marx. Uma das tragédias do que hoje chamamos a «Direita», é não ter compreendido a necessidade de uma acção a longo prazo. A direita não se apercebeu da ameaça que o poder cultural representa para o Estado, ainda não pressentiu que o poder cultural actua nos valores implícitos que são o suporte da homogeneização do consenso, necessário à perenidade do poder político, não entendeu que o ataque político frontal tira proveito da guerra ideológica de posições. Através de constantes acções a curto prazo acabamos sempre por falhar a «longo prazo». E para ganhar a longo prazo é preciso criar ou recriar, metapoliticamente, o clima geral, o espírito geral, em relação ao qual, o discurso político directo apareceria mais «autenticamente» verdadeiro. Mas, semelhante tarefa, só é possível quando se sustenta numa teoria (quando uma linha justa e referências precisas tenham sido delineadas). Só então, podemos efectivamente falar em «prática teórica». E é esta «prática teórica» que eu espero (que nós esperamos) se testemunhe em acção no futuro.
- Alain de Benoist

posted by Nacionalista @ 11:26 da tarde, , links to this post


A realidade é um cartoon!

posted by Nacionalista @ 6:43 da tarde, , links to this post


Eu não receio a liberdade de expressão

A ler na Causa Identitária.

posted by Nacionalista @ 6:41 da tarde, , links to this post


Comunicado da Causa Identitária: A Liberdade de Expressão é novamente questionada!

À semelhança do que ocorreu recentemente com os “cartoons” a Europa interroga-se sobre o sentido e a prática da liberdade de expressão. Referimo-nos à condenação de David Irving, historiador de origem britânica e conhecido pelas suas opiniões sobre a II Guerra Mundial.

O autor não é, nem criminoso, nem delinquente!

A sua condenação baseia-se na expressão não-violenta e pacífica das suas ideias, facto que contradiz e viola as convenções e tratados internacionais de direitos humanos firmados pela República Austríaca.

A Causa Identitária não emite juízos de valor sobre o que é escrito por David Irving, o que para nós está em causa é a possibilidade de alguém ser privado da sua liberdade por ter simplesmente expresso as suas ideias.

A Causa Identitária assume, inequivocamente, nos seus fundamentos o direito ao exercício da liberdade de expressão, qualquer que ele seja, direito esse que na nossa associação usufruímos e exercemos sem prejuízo das nossas convicções.

A coerência desta postura, da qual nunca abdicaremos, leva-nos a manifestar a nossa solidariedade para com David Irving, por este ter sido impedido de se expressar livremente.

A liberdade de expressão não elege excepções!

posted by Nacionalista @ 6:38 da tarde, , links to this post


Braço ao Alto

E àqueles que não gostam
De nos ver de braço ao alto
Temos só de lhes dizer
Que vão ter de viver
Em eterno sobressalto!

- Rodrigo Emílio

posted by Nacionalista @ 5:14 da tarde, , links to this post


Rodrigo Emílio – Presente!

Assisti, no Sábado passado, a uma homenagem (diz quem assistiu às homenagens anteriores que esta foi a homenagem) a Rodrigo Emílio, poeta, soldado e militante nacionalista de sempre. Já outros escreveram sobre este evento de forma muito mais competente do que eu seria capaz, remeto-vos para eles.
Só tenho a acrescentar o desejo de que para o ano lá possamos estar de novo a evocar a memória de Rodrigo Emílio e que os textos destas evocações sejam reunidos e publicados.

posted by Nacionalista @ 5:04 da tarde, , links to this post


Quem tem medo da liberdade de expressão?

David Irving, historiador inglês, foi condenado a três anos de prisão por um tribunal austríaco acusado de “negação do Holocausto”.

Apesar de se ter declarado culpado, ao mesmo tempo que afirmava ter mudado de opinião, o tribunal não mostrou clemência considerando que o arrependimento de Irving não era autêntico.
O que está aqui em causa, ao contrário do que alguns querem fazer crer, não é a liberdade académica, a qualidade ou o merecimento das teses de Irving. Irving, enquanto historiador, deveria ter a liberdade de dizer e escrever tudo o que quisesse (mesmo que alguns considerem que se trata de uma “falsificação deliberada e muito competente” da história). Aqueles que não acreditam nas teses de Irving têm toda a liberdade para as questionar e refutar e quem quiser estudar o assunto tem (ou deveria ter) liberdade para ler as duas versões e tirar a sua conclusão. Afinal de contas, a democracia funda-se na ideia de que todas as pessoas são competentes para escolher. Não se percebe porque é que neste caso não seriam capazes de distinguir a verdade da mera propaganda…
O que está aqui em causa é, mais uma vez, a liberdade de expressão e a liberdade de expressão ou é ou não é. Não existe meio-termo possível. E mais uma vez se verifica que há quem tenha medo da liberdade de expressão (precisamente aqueles que se dizem seus defensores)…

posted by Nacionalista @ 5:02 da tarde, , links to this post


Os três F's: ontem como hoje

Desculpem-me os camaradas cristãos/católicos mas não posso deixar de desabafar a minha indignação para com esta autêntica palhaçada nacional que é a trasladação da urna da irmã Lúcia. Este ridículo espectáculo monopolizou os vários canais televisivos incluindo o público, aquele que todos nós comparticipamos sejamos ou não cristãos, mostrando desde um helicóptero à carrinha funerária a fazer o trajecto até Fátima. Não há pachorra!!!

Dizem os prosélitos do 25 do A. que no tempo de Salazar o regime procurava instrumentalizar o povo através de três F's – Fado, Futebol e Fátima. Curiosamente foi neste regime desgraçado que assistimos à glorificação do Fado com a colocação do túmulo de Amália Rodrigues no Panteão nacional!!! Foi com este regime que assistimos à maior exaltação do fenómeno futebolístico, nomeadamente com o Euro 2004!!! E agora assistimos a esta farsa da irmã Lúcia e à continuação do mito de Fátima!!! Afinal parece que agora assistimos ao Novo Estado do Estado Novo…

- JM

posted by Nacionalista @ 5:55 da tarde, , links to this post


Novidades

Há novidades na Loja da Causa Identitária. Vão lá dar uma espreitadela.
Também as «Edições Falcata» actualizaram o seu "catálogo", com um texto sobre os "Nacionalistas-Lusitanos", a "única tentativa de criação de um movimento fascista, no quadro da república liberal parlamentar".
Boas leituras!

posted by Nacionalista @ 4:30 da tarde, , links to this post


Concurso israelita de cartoons anti-semitas

A Danish paper publishes a cartoon that mocks Muslims.
An Iranian paper responds with a Holocaust cartoons contest.
Now a group of Israelis announce their own anti-Semitic cartoons contest!

Este fez-me rir um bom bocado.

posted by Nacionalista @ 1:14 da manhã, , links to this post


Lido no "Jantar das Quartas"

Dizia aqui o Eurico de Barros que, com a nova lei aprovada ontem, a nacionalidade portuguesa entrava em saldo. Disso não tenho dúvidas. A nacionalidade está em saldo graças ao maior peso do jus soli na sua atribuição. Mas o pior está para vir. Sabemos que a seguir aos “saldos” vem a “liquidação total”, que será a consagração absoluta do “direito de solo”. E, para completar este processo, segue-se a vinda de novo stock, neste caso a substituição populacional através de uma submersão demográfica.
* * *
Com esta miserável traição, iniciou-se a liquidação total.
Nos próximos meses vai iniciar-se o processo de chegarem aos aeroportos largas centenas de milhar de africanos e brasileiros que reivindicam o direito a instalarem-se em Portugal, isto porque “alegam” que tiveram pelo menos um avô que era português. Com estes pioneiros à conquista da Europa, vêem como atrelado a restante família, composta por dezenas de irmãos e primos.Lá que é uma medida para o aumento da população é, infelizmente, consubstancia uma substituição da população, mas se calhar é precisamente aquilo que se pretende.
Ainda no decorrer dos próximos tempos, vamos começar a assistir à reivindicação de quotas para dar maior representatividade aos “novos portugueses” provenientes das Áfricas e dos Brasis, porque afinal são Portugueses se bem que diferentes com direitos iguais, mas como já se sabe a sociedade não lhes permite condições para uma efectiva integração, terá que ser à força das quotas para terem maior representatividade. Será aquilo que o Sócrates chamará, uma medida de inteira justiça social, um passo de grande humanidade.
Para esta colonização nem é preciso esperar muito, é já nas próximas eleições para as legislativas, sempre se ganham mais votos e reforça-se a imagem de grande estadista, um homem com uma missão.
A partir daí sim, é livre-trânsito para toda a CPLP se instalar a seu bel prazer em Portugal. Actualmente, já nem precisam de vistos para entrar em Portugal, e têm corredores especiais de acesso nos aeroportos, com estas medidas e no âmbito deste espírito de abertura, tudo aquilo que for CPLP tem automaticamente e à nascença, o direito inalienável de se instalar em Portugal.
Quem se atrever a discordar desta invasão/colonização, tem que jurar a pés juntos que nem é racista nem hostiliza os imigrantes.

posted by Nacionalista @ 8:13 da tarde, , links to this post


Comunicado da Causa Identitária: A lei assassina

A nova redacção da lei da nacionalidade, hoje aprovada na Assembleia da República, dará à luz um monstro jurídico, gerado em consenso, por todos os partidos políticos do sistema destruidor de Portugal e dos Portugueses.

Uma vez mais, os Portugueses de cepa não são tidos nem achados, na definição rigorosa da sua Identidade: a atribuição da nacionalidade!

Segundo os vozeiros do politicamente correcto representados na AR, a nacionalidade Portuguesa está ao sabor e ao critério de apenas quatro anos de escolaridade!!! Artifício malicioso para conceder ao desbarato a nacionalidade Portuguesa a quem chegou ontem a terras lusitanas.

A Causa Identitária não põe em causa os direitos económico-sociais concedidos aos imigrantes legalmente residentes em Portugal, mas não pode sob pena de prejudicar severamente os Portugueses, concordar com a atribuição automática, ou semi-automática a quem não é Português de origem (jus sanguinis).

Com o espírito desta lei, Portugal corre o risco de no futuro se assemelhar a um qualquer Zimbabué, Haiti ou África do Sul… veja-se o passado, olhe-se o presente dessas nações.

Algumas zonas das nossas cidades prenunciam o mais negro dos cenários. Veja-se os exemplos do presente e pense-se no futuro se a nacionalidade for concedida a pessoas alheias ao espírito de ser Português e Europeu.

A Causa Identitária considera esta lei um assassínio legal da Identidade dos Portugueses. Coloca em perigo o nosso presente e hipoteca o futuro dos nossos filhos.

Portugal é dos Portugueses!
A Europa é dos Europeus!

posted by Nacionalista @ 9:13 da tarde, , links to this post


Lei da Nacionalidade

posted by Nacionalista @ 9:10 da tarde, , links to this post


Grupo DIRLIP

Já conhecem o site do Grupo Dirlip (Grupo para a Divulgação do Revisionismo em Língua Portuguesa)? Estes camaradas têm levado a cabo um trabalho muito meritório, colocando à disposição do público português largas dezenas de textos sobre o revisionismo do holocausto.

posted by Nacionalista @ 9:05 da tarde, , links to this post


Nacional-sindicalismo

Desta distinção entre liberalismo e capitalismo nasce em boa medida a nossa entre propriedade privada e propriedade capitalista. Recordemos que José António Primo de Rivera considerava que enquanto a propriedade privada era um atributo humano essencial, uma projecção directa do Homem sobre as suas coisas, a propriedade capitalista era exactamente o contrário: a propriedade inumana, anónima e exploradora dos que, sem trabalhar, arrecadam a melhor parte da produção (os juros, os dividendos, as rendas, etc.), utilizando o capital não como um instrumento ao serviço da produção, mas sim como um instrumento técnico de dominação económica que atinge a categoria de factor fundamental da produção, e supostamente com direitos próprios que o elevam, inclusivamente, acima do trabalho.

(…)

Outra explicação fundamental que convém ter presente é a distinção entre empresário e capitalista. O empresário é aquele que com o seu talento empreende e dirige uma empresa, mas que não deixa de ser um trabalhador. O capitalista é aquele que funda o seu título de propriedade dos meios de produção no facto de ser o dono do capital. O capitalista pode ser empresário ao mesmo tempo (coisa muito normal), mas nem sempre é assim. De facto, é cada vez mais frequente vermos empresários não-capitalistas que actuam como meros gestores contratados por uma junta de accionistas. Para nós o empresário é um trabalhador e é, portanto, necessário à empresa. O capitalista não.

(…)

É para nós evidente que no sistema de salariado o trabalhador vende-se a si próprio. Não é em vão que o contrato de salariado tem a sua origem no arrendamento de escravos romano. A cruel expressão “mercado de trabalho” limita-se a reflectir a ideia imperante do trabalhador como um elemento mais da produção, como um factor produtivo que se compra e vende. Por isso recusamos tal expressão de forma rotunda e sem reservas.

(…)

Para nós a mais-valia é o fruto da produção, e por tanto não é criada pelo capital, mas sim pelo trabalho. O capital por si só não gera mais-valias. Necessita da intervenção do trabalhador para ter um valor acrescentado e por isso cremos que ele é o seu legítimo proprietário.

- Jorge Garrido San Román, El Nacionalsindicalismo como alternativa al capitalismo

posted by Nacionalista @ 12:26 da manhã, , links to this post


A consequência das portas abertas

A ler no Causa Nacional.

posted by Nacionalista @ 8:03 da tarde, , links to this post


Boicote ao Al-Carrefour

E que tal boicotar o Carrefour?está a ser feito!

posted by Nacionalista @ 7:14 da tarde, , links to this post


Eu também gosto de cartunes!

posted by Nacionalista @ 12:06 da manhã, , links to this post


Revisionismos

Revisionismos há muitos. Ou, pelo menos, dois: o bom e o mau. O primeiro pode ser qualquer um que se refira seja ao que for o que, convenhamos, não acrescenta muito. O segundo, é o outro, o do lazareto, o que se esconde. A questão de saber se existiu um holocausto, em si, não é perigosa. Qualquer um está autorizado a colocá-la. Pior mesmo é questionar o Holocausto, o da maiúscula. Os judeus preferem o termo Shoah, uma espécie de hiato, ausência de Deus da sua obra, como se tal lhe fosse permitido. Para eles, o termo holocausto reserva-se para o sacrifício que celebra a união entre o homem e Deus, interrompida durante o advento nacional-socialista. O primeiro holocausto registado é o de Abraão, quando sacrificou a ovelha em substituição do filho, por suprema imposição de um Deus absurdo que lhe testava uma fidelidade que sabia existir. O problema, aqui, está na arqueologia, na mitologia, na religião comparada, como se preferir. É a ciência a desmentir a tradição. Para a Escola Bíblica de Jerusalém, fundada e mantida por frades franciscanos, e que se dedica a uma investigação rigorosa do mundo bíblico, Abraão não terá passado de um personagem mitológico. Um não-existente elevado à condição de homem real. Logicamente, o seu holocausto que celebraria a união com Deus, perde o seu efeito. Simplesmente, nunca se deu. Os judeus, portanto, sabem-no. Sabê-lo-ão os outros? Pergunte-se a qualquer crente se Abraão existiu e ele garantirá que sim. Tal como muitos ainda poêm as mãos no fogo por Adão e Eva. Se este holocausto não existiu, que dizer do outro, o da maiúscula? Inquestionável e inquestionado Pode-se chegar à linha, mas nunca transpô-la. Quem o fizer é excomungado, é demonizado. É proibido perguntar. O dogma. Não tenho ao lado um dicionário de teologia, mas é relativamente fácil aproximarmo-nos de uma definição. No dogma não se toca, não se estilhaça. Lá dentro repousa a verdade absoluta. O Holocausto é essa verdade, e quem o questiona recebe a punição. À boa maneira inquisitorial, judaísmo a aprender com o cristianismo. Em 1600, o dominicano Giordano Bruno foi queimado vivo. Era católico, mas era antes de mais um homem livre. Cometeu o erro de dizer que o universo podia ser infinito, que podia existir vida em outros planetas, que a terra não era o centro. Passou os últimos nove anos de vida na prisão. Foi torturado, mas não abdicou do que pensava certo. Quantos Brunos existem no revisionismo? Quantos já foram queimados, pelo menos social e academicamente? Quantos já foram encerrados em prisões? Bastantes. Porque perguntaram. O revisionismo diz que não morreu nenhum judeu durante a 2ª Guerra Mundial? Não me parece. Morreram quantos? 1 milhão? 2? Os oficializados 6? 10? Não é o número que está em causa. O que está em causa é um direito à investigação, à pergunta. Algo tão simples como isso, mas que mete medo a muitos. Porque, com os outros revisionismos ninguém se preocupa. Arménia. Congo. Comunismo. Ninguém vai preso se disser que tem dúvidas. Aí são permitidas todas as dúvidas. Durante a 1ª Guerra Mundial, os turcos chacinaram 1.500.000 arménios, muitos deles ao serviço do exército turco. Qualquer um pode investigar. Qualquer um pode dizer que não foi assim. Os turcos dizem-no. Defendem que não houve massacre nenhum e ainda recentemente levaram a tribunal um dos poucos historiadores turcos que afirma a existência do massacre. Congo: desde a queda do regime de Mobutu, no final dos anos 90, morreram mais de 3 milhões de congoleses, vítimas da guerra civil. Se alguém disser o contrário, vai preso? Comunismo: Em 1997 foi publicado O Livro Negro do Comunismo. Acusava os regimes comunistas de serem responsáveis por 100 milhões de mortos. O contra-ataque revisionista surgiu logo sob a forma de outro livro, O Livro Negro do Capitalismo, obra feita por encomenda e sem qualquer rigor científico. Entretanto, Nicolas Werth, um dos autores do Livro Negro do Comunismo viu a sua progressão académica impedida e a sua vida prejudicada. Afinal, quantos revisionismos existem? Quantos são legais? Quantos podem perguntar? Quais os critérios? Ensinam-nos na escola que devemos perguntar, ser curiosos, mas depois, cuidado com o que se pergunta. Pode alguma vez ofender os donos da verdade.
- texto pilhado no Fórum Nacional da autoria do utilizador Turno.

posted by Nacionalista @ 4:20 da manhã, , links to this post


Prémio: "Até a minha mãezinha vendia!"

O Carrefour decidiu boicotar os produtos dinamarqueses.

posted by Nacionalista @ 11:26 da tarde, , links to this post


Jornal egípcio já tinha publicado as caricaturas em... Outubro!

É do catano! Então não é que o jornal egípcio Al Fager tinha já publicado os famosos cartunes em Outubro sem que o mundo árabe muçulmano se tivesse indignado ou sentido a necessidade de queimar embaixadas. Então o que é que se passou?
O blogue Rantings of a Sandmonkey avança uma explicação: «Now while the arab islamic population was going crazy over the outrage created by their government's media over these cartoons, their governments was benifitting from its people's distraction. The Saudi royal Family used it to distract its people from the outrage over the Hajj stampede. The Jordanian government used it to distract its people from their new minimum wage law demanded by their labor unions. The Syrian Government used it to create secterian division in Lebanon and change the focus on the Harriri murder. And, finally, the Egyptian government is using it to distract us while it passes through the new Judiciary reforms and Social Security Bill- which will cut over $300 million dollars in benefits to some of Egypt's poorest families.»
E o jornal New York Times avança outras: «Sari Hanafi, an associate professor at the American University in Beirut, said that for Arab governments resentful of the Western push for democracy, the protests presented an opportunity to undercut the appeal of the West to Arab citizens (...) The protests also allowed governments to outflank a growing challenge from Islamic opposition movements by defending Islam. (...) The Saudis did this because they have to score against Islamic fundamentalists," said Mr. Said, the Cairo political scientist.»
Depois disto, cada um que tire as suas conclusões.

posted by Nacionalista @ 12:27 da manhã, , links to this post


A nossa guerra

João Paulo Roma Pereira é o nome do militar português morto no Afeganistão no passado mês de Novembro. Foi uma morte desnecessária, numa terra estrangeira, ao serviço de interesses que não os nossos. A nossa guerra é outra e trava-se, infelizmente, no solo da Europa, não no Afeganistão ou no Iraque.
O Islão está em guerra com a Europa, não tenhamos a menor dúvida. Está, aliás, numa posição de vantagem em que nunca esteve historicamente: é um “inimigo dentro de portas”. Assim, o primeiro passo é o reconhecimento oficial por parte da Europa deste conflito, para depois poderem ser tomadas, conjuntamente, medidas eficazes contra a estratégia expansionista e colonizadora islâmica. É esta a nossa guerra. Por muito que não queiramos ela está na nossa terra e aqui deve ser combatida. Quando o inimigo está em nossa casa devemos combatê-lo de dentro para fora, nunca no sentido inverso.
Quanto ao argumento de que se deve “cortar o mal pela raiz”, é necessário lembrar que a fonte do fundamentalismo islâmico é a Arábia Saudita, país aliado dos EUA, que não olha a meios para espalhar a palavra do profeta, financiando grupos islâmicos e a construção de mesquitas em todo o mundo. Ora os americanos não têm qualquer interesse em romper o bom entendimento com um dos seus mais poderosos amigos geopolíticos. Nas campanhas militares que têm feito, seja no Afeganistão ou no Iraque, o seu objectivo não é erradicar o fundamentalismo islâmico evangelizando-o com o credo da democracia parlamentar. O seu único objectivo é fazer eleger governos controláveis e proteger os seus interesses económicos. A invasão americana dos países atrás citados não contribuiu para o enfraquecimento do Islão, pelo contrário, fortaleceu-o.
Os EUA não têm qualquer interesse estratégico em erradicar o fundamentalismo islâmico, porque essa é uma das suas armas contra a Europa, veja-se o apoio à criação de estados muçulmanos no nosso continente, como o Kosovo e a Bósnia-Herzegovina, e a pressão para forçar a entrada da Turquia na UE.
Os EUA são o nosso adversário geopolítico, não podemos, nem devemos depender deles para a nossa guerra. Devemos, isso sim, combater urgentemente a invasão islâmica da Europa, feita através de um fenómeno de imigração maciça e submersão demográfica, e a colonização do nosso continente, pela imposição de uma religião intolerante e de costumes que nos são estranhos e até contrários à nossa cultura e civilização. Esta é a nossa guerra.
- texto retirado da Voz Dissidente nº 7.

posted by Nacionalista @ 7:08 da tarde, , links to this post


TIR

Apareceu na rede o site da associação TIR - Terra, Identidade, Resistência. Tendo por lema "Só os ricos se podem dar ao luxo de não ter Pátria!", esta associação nacional-revolucionária apresenta já alguns conteúdos interessantes. Para além da página de artigos (com vários textos de Jean Thiriart) o destaque vai todo para o primeiro número do seu boletim "Resistir". Não deixem de visitar o site da TIR!

posted by Nacionalista @ 7:00 da tarde, , links to this post


Nem Sião, nem Islão. Europa aos Europeus!

Two things are clear in the cartoons crisis; Islam is an implacable foe of the West and all it stands for, and has been since its inception. But the other point is that Whites have to keep in mind that it is Zionism that has helped forge anti-White immigration policies that have brought non-Whites into our homelands, and it is Zionism that has helped to rig "hate" laws and other measures to criminalize and silence those who object.
E eu acrescento que não se pode culpar só o Sionismo, também há muitos colaboracionistas internos!

posted by Nacionalista @ 6:56 da tarde, , links to this post


O essencial e o acessório

A ler no Último Reduto.

posted by Nacionalista @ 6:55 da tarde, , links to this post


Caricaturas: Da polémica à política

A ler no Pena e Espada.

posted by Nacionalista @ 1:48 da manhã, , links to this post


Quem é que anda à procura de um pretexto para atacar quem?

Tenho lido por aí a tese de que esta crise só aproveita aos judeus (Israel) e aos EUA. Que fomentar o ódio entre Ocidente e Islão permitiria justificar, à luz das opiniões públicas ocidentais, uma eventual intervenção militar no Médio Oriente, ou a suspensão dos apoios europeus à ANP. Faria sentido se não tivessem sido os próprios muçulmanos “dinamarqueses” a fazer os possíveis e impossíveis para desencadear a crise.

Senão vejamos:

«Representations to the doughty Rose having failed to raise not only an apology, but an eyebrow, accredited ambassadors to Denmark from 10 Islamic countries (and Turkey, which is officially secular) piled in, demanding a meeting with the Danish Prime Minister Anders Fogh Rasmussen.»

Ou seja, os embaixadores de vários países muçulmanos na Dinamarca acharam por bem exigir ao PM dinamarquês um pedido de desculpas. Os nossos “anti-sionistas” de plantão com certeza que acharão muito bem que os embaixadores de potências estrangeiras pretendam interferir desta maneira nos assuntos internos de outro Estado. Será que foram os judeus que incitaram os ditos embaixadores a este comportamento?

«Later in October, death threats forced the Jyllands-Posten to hire guards to protect its employees. “We have taken a few necessary measures in the situation, as some people seem to have taken offence,” said the newspaper’s editor-in-chief in a radio broadcast.»

Mais tarde, elementos da comunidade muçulmana desse país decidiram fazer ameaças de morte ao jornal. Com certeza também se trata de uma conspiração sionista.

Mas o melhor é isto:

«A demonstration in Copenhagen by “as many as 5,000 Muslims” having failed to provoke a change of heart, in December, Danish Muslims announced they were sending “delegations” to a number of Islamic countries to meet with “senior officials and prominent scholars” although with what end in view they didn’t say.»

Ou seja, já que não conseguiram vergar o governo dinamarquês, decidiram recorrer à “artilharia pesada”. E para que não houvesse hipótese de falhanço, decidiram juntar aos 12 cartunes originais outros 3 especialmente insultuosos.

Afinal de contas quem é que anda à procura de um pretexto para atacar quem? Sinceramente, tudo isto é demasiado complexo e não se compadece com teorias da conspiração simplistas.

As citações são retiradas deste artigo.

posted by Nacionalista @ 6:45 da tarde, , links to this post


A não perder

A entrevista feita ao Rodrigo no blogue In Silencio.

posted by Nacionalista @ 3:57 da manhã, , links to this post


O julgamento que o Ocidente preferiria esquecer

O julgamento de Slobodan Milosevic iniciou-se há quatro anos atrás na Haia. Disseram-nos que se tratava do “mais importante julgamento desde Nuremberga”. Desde então, nunca mais se ouviu falar do julgamento, o que é pena, já que as audiências têm estado longe de ser aborrecidas.

Vejamos o caso de Ratomir Tanic, um “insider” que alegadamente assistiu às ordens de Milosevic para a expulsão dos Albaneses do Kosovo. Tanic não foi sequer capaz de dizer em que andar ficava o escritório de Milosevic e veio-se a saber mais tarde que era pago pelos serviços secretos britânicos.

Depois tivemos o testemunho de Rade Markovic, antigo chefe dos serviços secretos jugoslavos. Esperava-se que Markovic denunciasse o seu ex-patrão, mas em vez disso confessou que foi submetido a ano e meio de “tortura e pressão” para assinar um documento preparado pelo tribunal. E como se não fosse suficiente, um capitão muçulmano do exército jugoslavo testemunhou que nunca tinha visto – ou ouvido falar – de ataques a civis albaneses no Kosovo.

Durante a sua defesa, Milosevic tentou demonstrar o grau de cooperação entre o Ocidente e os militantes islamistas nos Balcãs. Mostrou um vídeo de Lord (Paddy) Ashdown inspeccionando armas do Exército de Libertação do Kosovo (UÇK) e prometendo aos seus líderes que faria “o seu melhor” para lhes conseguir apoio. Revelou também um documento do FBI detalhando a extensão do envolvimento da Al-Qaeda na região. Quem quer que tenha seguido o julgamento tem o direito de perguntar ao nosso governo porque é que alinhou com os extremistas muçulmanos, que são supostamente nossos inimigos mortais.

Ainda bem para Tony Blair que o mais importante julgamento desde Nuremberga já não parece ser tão importante.

- Neil Clark

posted by Nacionalista @ 7:41 da tarde, , links to this post


Lido no fórum Stormfront

Vuelvo a insistir, y no me cansaré, en que la cuestión estriba en la decadencia y debilidad de Occidente.

El mismo diario que caricaturiza a Mahoma, se burló en su día de todo lo que significa Historia, costumbres y religión de carácter europeo, o sea cristiana. Y no sucede nada.

Y en otros países de Occidente, más de lo mismo. En la Francia Católica se han ciscado en el Papa y todo lo que signifique catolicismo, en las últimas décadas, sin importarles si ofendían o no a sus compatriotas que aún conservaban el sentido religioso.

Sin embargo, los "liberales" se privan muy mucho de insinuar cualquier cosa que pueda parecer ofensiva al Islam. O sea que se les ha dejado CRECER y exigir en tierra ajena, porque era y es políticamente correcto permitir la invasión islámica de esta Europa en descomposición.

Quede bien claro, que no siento ninguna simpatía ante tanta vulgaridad, chabacanería y falta de dignidad de todos nuestros medios de comunicación de masas. Pero hay que PLANTARSE de una vez, y dejar bien claro a los musulmanes, que AQUÍ en EUROPA, deben callar o marcharse.

Pero, como dije en otros correos, si después de las masacres de Madrid y Londres; después de los gravísimos disturbios de Francia; y tras la quema de embajadas europeas, se sigue FOMENTANDO la invasión islámica, eso quiere decir que nuestra civilización es un ESPERPENTO y un DESHECHO.

posted by Nacionalista @ 7:40 da tarde, , links to this post


Proclamação de Londres

Inglês, alemão, francês, italiano, espanhol – estes termos são agora apenas nomes de lugares e de variações linguísticas. Como todos os outros ricos produtos da nossa grande Cultura, continuarão a existir mas já não são termos políticos. As culturas locais da Europa poderão ser tão diversificadas quanto desejem, e gozarão de autonomia perfeita no seio do Imperium Europeu, agora que a opressão do nacionalismo vertical morreu. Qualquer pessoa que procure perpetuar o pequeno-estatismo ou o nacionalismo antiquado é o inimigo interno da Europa. Joga o jogo das forças extra-Europeias, divide a Europa e comete traição.

Traição tem agora um único significado para a Europa: significa servir qualquer outra força que não a Europa. Agora apenas há uma traição, traição à Europa. As nações estão mortas, pois a Europa nasceu.

– Francis Parker Yockey, Proclamação de Londres

posted by Nacionalista @ 2:57 da manhã, , links to this post


Presente!

Robert Brasillach - el brillante y puntilloso novelista y crítico francés profascista - fue fusilado el 6 de febrero de 1945 por órdenes directas del mismísimo general Charles de Gaulle. El James Dean del fascismo francés, como la historiadora británica Alice Kaplan llama a Brasillach en un libro denominado The Collaborator, enfrentó un destino muy similar a otros colaboracionistas. Sin embargo, la muerte de Brasillach fue diferente. ¿Por qué? Como ex editor del periódico pronazi Je Suis Partout, el novelista de 35 años de edad fue ejecutado por su coeficiente intelectual más que por sus crímenes políticos o militares.

posted by Nacionalista @ 8:39 da tarde, , links to this post


Ainda bem que o Islão é uma religião da paz, caso contrário não quero nem pensar...

Vinte e oito pessoas ficaram feridas, ontem, nos confrontos entre a Polícia e milhares de manifestantes que incendiaram a embaixada da Dinamarca em Beirute, em protesto contra a publicação de 12 caricaturas de Maomé na imprensa da União Europeia.

posted by Nacionalista @ 7:04 da tarde, , links to this post


Acabei de ouvir o palhaço do Marcelo Rebelo de Sousa a defender a "tolerância" e a criticar a "xenofobia" para com os muçulmanos. Porque é que este palhaço há uns meses atrás, quando os muçulmanos colocaram a França a ferro e fogo, não se lembrou de defender a tolerância para com os franceses? Será que a "tolerância" tem sentido único?

posted by Nacionalista @ 9:28 da tarde, , links to this post


Petição

Já assinaram esta petição?

posted by Nacionalista @ 11:09 da tarde, , links to this post


Quem manda na Dinamarca?

Os muçulmanos andam ofendidos. Há pessoas que se ofendem facilmente. Não digo que seja este o caso. Andam ofendidos porque um jornal dinamarquês publicou 12 caricaturas do profeta Maomé. Nalgumas, aparecia associado ao terrorismo. A publicação ocorreu em Setembro de 2005, mas a ofensa explodiu agora com mais força. A religião islâmica proíbe a representação de Maomé ou de Deus, tal como sucede no judaísmo. Das três grandes religiões monoteístas, apenas o cristianismo, em especial o catolicismo, permite representações. O que ganhámos nós com isso? Vejam as magníficas obras de arte por essa Europa fora. Ora, será que um não-muçulmano deve estar abrangido pelas proibições impostas pela religião islâmica aos seus? Parece-me que não. Ah, mas tratou-se de uma ofensa grave. Certo, mas justifica a reacção? A mim também me chateia, ou ofende, o facto de existirem cerca de 500.000 cristãos na Arábia Saudita(imigrantes filipinos, sobretudo) que são proibidos de manifestar a sua crença. Ofende-me que a sopa de porco tenha sido proibida em parte de França para não ofender (muçulmanos e judeus), ofende-me que Theo van Gogh tenha sido assassinado por fazer um filme (ofensivo para o islão), ofende-me o facto de existirem deputados holandeses ameaçados de morte (porque ofenderam o islão), ofende-me que haja escritores exilados e perseguidos (porque ofenderam o islão), ofende-me que coloquem bombas às portas das igrejas no Iraque e no Paquistão, ofende-me a forma como as mulheres e os infiéis são tratados pelo islão, ofende-me ser chamado infiel (ou pior), ofende-me ler que há clérigos e outros que dizem pretender o domínio da Europa, ofendem-me os fanáticos, ofendem-me os governantes europeus que baixam as calças e pedem desculpas, ofendem-me os americanos quando dizem que os dinamarqueses exageraram. Afinal, também sou um gajo sensível, pelo que parece. Nós, no Ocidente, conquistámos uma coisa extraordinária chamada liberdade de expressão. Que ainda não é para todos e nós, nacionalistas, sabemos isso muito bem. Vamos deixar que alienígenas nos digam o que devemos fazer? Não podemos falar sobre os judeus, não podemos falar sobre os gays, não podemos falar sobre os muçulmanos. Não podemos falar sobre ninguém, porque há sempre quem se ofenda. Em 2001, os muçulmanos rebentaram com as estátuas dos Budas de Bamiam. Não os vi ofendidos, nessa altura. E não vi budistas ameaçarem de morte fosse quem fosse. Em Itália, já tentaram rebentar por duas vezes uma igreja do século XIV, pois nela existe uma pintura relativa ao Inferno de Dante que coloca aí Maomé. Não vi os cristãos aos berros a apelarem a boicotes. Vivemos numa sociedade que lutou muito pela liberdade de expressão e investigação. Uma liberdade que, infelizmente, não se aplica a todos. Há camaradas nossos na prisão por delitos de opinião. Já são suficientes. Não precisamos de mais ninguém que nos diga o que devemos ou não fazer, de quem devemos ou não rir. A Europa (ainda) é dos europeus, a Dinamarca dos dinamarqueses. Na minha casa não sou obrigado a aturar as crenças e hábitos dos outros.
(texto retirado do Fórum Nacional da autoria do utilizador Turno)

posted by Nacionalista @ 11:08 da tarde, , links to this post