Episódios da guerra étnica

No passado dia 19 de Setembro, dois polícias franceses da unidade anti-motim CRS ficaram gravemente feridos em consequência de uma emboscada levada a cabo por um grupo de 20 “jovens” no subúrbio parisiense de Corbeil-Essonnes.

O sindicato de polícia Synergie-Officier denunciou este caso como “um tipo de guerra de guerrilha dirigido às forças da lei e da ordem para que abandonem certas áreas de modo a emergi-las numa lógica de sedição e terror”. Já o sindicato UNSA considerou que os agentes foram vítimas de “uma autêntica emboscada feita por indivíduos cujo único objectivo é atacar as forças da lei e da ordem”.

De certeza que ninguém, nem mesmo o mais empertigado trotskista, pode sugerir que estamos perante um caso de criminalidade económica; estes “jovens” não atacaram a polícia por “terem fome”, ou por passarem “privações”, ou por “estarem desempregados”. Aliás, nem sequer deveríamos utilizar a expressão “criminalidade” em casos como este. Trata-se, verdadeiramente, de uma “guerra étnica de baixa intensidade” em que o objectivo é expulsar o Estado francês das zonas ocupadas pelos alógenos, de forma a criar verdadeiros enclaves estrangeiros no território do Estado francês. Estes “jovens” não consideram o Estado francês o “seu” Estado, muito pelo contrário, consideram-no um “ocupante” dos seus “territórios” e por isso, os representantes desse Estado “invasor” – os polícias – são considerados e tratados como intrusos, como ocupantes que é preciso expulsar.

Estamos perante a decomposição do Estado e o que dizem e fazem os políticos? Tapam os olhos e os ouvidos e fingem que se trata de uma mera questão de “criminalidade”… Acusam-se mutuamente de não conseguirem resolver o problema da “criminalidade”, de não adoptarem as “políticas adequadas”… O que nunca fazem é identificar a verdadeira causa do problema: a imigração maciça e o demente projecto multicultural.

Perante este fenómeno de conquista, colonização e expulsão do Estado francês (e dos franceses), de parcelas cada vez maiores do seu território, a única “política adequada” é o repatriamento, o encerramento de fronteiras e o desmantelamento da “experiência” multicultural. Tudo o resto são meros paliativos, o mesmo que tratar o cancro com aspirinas…

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Quatro verdades necessárias sobre o problema da imigração

Que nem sempre se dizem, e muito menos se escutam, numa altura em que já se ouve falar da concessão do direito de voto aos recém-chegados.

Um espectáculo trágico: os cayucos (1). Um espectáculo sórdido: a demagogia irresponsável do governo. Fontes policiais insistem que Espanha é o paraíso das máfias de tráfico humano. Já ninguém discute seriamente a relação entre imigração e delinquência. Mas os políticos já se preparam para ampliar o direito de voto aos recém-chegados. Quem sofrerá as consequências será o cidadão comum. Deixam-nos dizer quatro verdades?

Uma: a imigração não é “algo bom”. É um fenómeno globalmente negativo. É negativo para quem tem de abandonar forçosamente os seus lares e é negativo para as sociedades incapazes de acolher tanta gente em tão pouco tempo. As consequências da imigração não são boas no plano social, nem no cultural, nem no político, nem tão-pouco, a longo prazo, no plano económico. A situação ideal: que ninguém tivesse de ser obrigado a deixar a sua terra e que os fluxos humanos pudessem regular-se em conformidade com a lei e para benefício geral. Mas é óbvio que não estamos – nem estaremos – na situação ideal.

Duas: apenas sob duas perspectivas se pode considerar a imigração “boa”. Uma, a perspectiva de quem, por razões ideológicas, considera que as identidades históricas europeias se devem dissolver num cenário de mestiçagem cosmopolita; é uma posição muito comum entre a esquerda. A outra, a de quem sustenta, por razões económicas, que uma entrada maciça de mão-de-obra barata é vital para o funcionamento da economia; é uma posição muito comum entre a direita. Assim, a direita capitalista tenta legitimar-se com o dogma da esquerda cosmopolita, e esta, por sua vez, lança combustível (humano) no mercado. Mas ambas as posições encerram um erro: a dissolução das identidades sociais, nacionais e culturais nunca, em lugar algum, criou “cosmópolis mestiças”, tendo pelo contrário provocado uma exacerbação violenta das próprias identidades; quanto à entrada maciça de mão-de-obra barata, é verdade que inicialmente aumenta a riqueza do tecido produtivo, mas imediatamente traduz-se numa exigência de novos serviços sociais que podem levar ao colapso do sistema, como poderá intuir qualquer espanhol que utilize os serviços públicos. Os ganhos em nenhum caso compensam as perdas.

Três: a “integração” não tem porque ser um horizonte desejável. Para começar, é um termo ambíguo. Não é o mesmo uma integração orientada para o cumprimento das leis, com atribuição de direitos sociais e económicos a troco do exercício de um trabalho, ou uma integração interpretada como absorção da população alógena, de tal modo que esta deixa de ser o que é para adquirir uma identidade nova e fictícia. O primeiro modelo é transitório, o segundo aspira à permanência. Parece que em Espanha aspiramos à integração permanente. Mas ninguém tem o direito de exigir a um muçulmano ou a um senegalês que deixem de ser o que são para se tornarem “espanhóis”. A experiência francesa demonstra que, ainda que a integração tenha funcionado numa primeira geração de imigrantes, a velha identidade luta por vir ao de cima quando as coisas se complicam, e então, fá-lo de maneira hostil e histérica, como seria de esperar de um estado de submissão.

Quatro: há que deter a imigração, mas isso não significa inibir-se a resolução do problema. Não podemos tirar o corpo fora. Os europeus têm que assumir o fenómeno da imigração. Antes de mais, devemos reconhecer que temos um dever para com o mundo pobre. Temos esse dever, primeiro por uma questão de justiça: não é justo que nós deitemos fora o que nos sobra e que eles não possam conseguir o que lhes falta. E temos esse dever, além disso, por uma questão de história: como velhas potências coloniais, criadores de nações, devemos resolver um problema que não nos é alheio. Isso implica intensificar e multiplicar os mecanismos de cooperação, mas também apertar o controlo sobre como se administra essa ajuda nos países beneficiários. O imperativo de globalizar a riqueza não será mais do que um chiste tétrico se ao mesmo tempo não se globalizar a justiça social. Esta última tarefa deve ser exigida aos governos dos países de origem: mas se não são capazes de satisfazê-la, será necessário impor-lhes a obrigação de o fazer, como se lhes impôs a submissão às regras do mercado mundial. Alguém, algum dia, deveria dizer algo como isto na União Europeia.

- José Javier Esparza
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(1) Embarcações em que os imigrantes ilegais chegam à costa espanhola.

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O porquê do sucesso do NPD: "Lançar âncora na vida real"

Como já toda a gente sabe, o NPD conseguiu entrar em mais um parlamento federal alemão, ao obter um resultado de 7,3% em Mecklenburgo-Pomerânia, mas mais importante do que lançar os foguetes, é tentar perceber porque é que estes sucessos ocorrem e, se possível, imitá-los.

A este propósito recomendo dois artigos da imprensa mainstream – um anterior às eleições, o outro posterior – que, descontado o preconceito habitual, merecem ser lidos com atenção.

Estes dois artigos, um do Times, o outro do Deutsche Welle, procuram explicar o sucesso do NPD (não se pode combater eficazmente aquilo que não se conhece, não é verdade?). Qual é então a chave do sucesso do NPD? É aquilo que Bardeche chamava “lançar âncora na vida real” (que o Camisa Negra tantas vezes relembra).

O NPD em especial, e o movimento nacionalista alemão em geral, tem criado uma vasta rede de serviços económicos e sociais (“…ultranationalists own internet cafes and drink delivery services. They run music shops that are stacked with far Right rock bands. (…) Small hotels are being bought up. A giveaway paper called The Island Messenger is edited and published by the extreme Right and is widely read”), que permite, por um lado, tornar os militantes nacionalistas auto-suficientes, eliminando o espectro de despedimento ou de boicote económico (“Firms in right-wing hands hire right-wing sympathisers as apprentices.”), que muitas vezes faz com os nacionalistas se vejam obrigados a refrear as suas actividades e a expressão das suas ideias e por outro, fazendo com que os nacionalistas se tornem parte indispensável da sociedade (“neo-Nazis have become an indispensable part of society in northeast Germany. They sponsor sports competitions and dance evenings. The baker offers loaves with smooth brown crusts called glatze, the German for skinhead.”), chegando mesmo ao ponto de prestarem serviços que se esperaria fossem prestados pelo Estado (“In small towns and villages, right-wing extremists have for the large part taken over civic programs for children and youth, for example.”, “They are in parents' associations in schools and kindergartens or in sports clubs and use their position there to relay their ideas to the people”, “where the state and its educational facilities are increasingly retreating (…) neo-Nazis are investing in youth work”). E é claro, o abandono de algum folclore desnecessário também teve a sua importância (“No thugs with steel-tipped paratroop boots, no ranting xenophobes.”, “…the NPD took on a very civic appearance.”, “It's the idea of the nice Nazi from next door”).

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Também já tinha reparado...

Apparently, in the world of creative entertainment, not only can white men not jump, but we represent most, if not all, of the criminal element.

posted by Nacionalista @ 11:40 da tarde, , links to this post


I, a Muslim

I, a Muslim” é um pequeno documentário (cerda de meia hora) checo (com legendas em inglês) sobre a comunidade islâmica desse país – nada de especialmente novo ou surpreendente. A proximidade geográfica e a grande comunidade muçulmana existente na Alemanha faz com que, por mais de uma vez, os autores do documentário estabeleçam comparações com a Alemanha e entrevistem alemães (não consegui perceber exactamente quais os cargos desempenhados pelos alemães em causa, já que as legendas inglesas não o indicam claramente, mas pareceu-me tratar-se de responsáveis políticos locais). A certa altura, um destes alemães diz algo que, a meu ver, é o exemplo acabado do processo de autêntica colonização que a Europa está a sofrer (com a cumplicidade das suas próprias elites políticas, económica e culturais): “A ideia de integração é invertida; é a minoria alemã dessas zonas que tem de se adaptar ao estilo de vida dos estrangeiros” (cito de memória, mas é algo por esse estilo). Não há melhor resposta para aqueles ingénuos que dizem “só lá porque há muitos imigrantes não quer dizer que tenhamos de abandonar a nossa cultura”… pois não, quer dizer que um dia seremos nós os estrangeiros na nossa própria terra, e nós é que teremos de nos “integrar”.

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Pedido de esclarecimento

Rodrigo, explicas-nos esta marosca?


(Sim, porque nestas coisas parto sempre do princípio que a imprensa mente até prova em contrário)

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O Estado Integralista

O Estado integralista, como proposta alternativa do Estado liberal, é um Estado nacionalista por princípio e monárquico por conclusão. Propõe-se organizar a Nação em Estado com a monarquia por cúpula, não só porque a instituição monárquica decorre da tradição histórica que pretendem retomar, mas porque, organicamente, o Estado forte, autoritário e hierárquico, que defendem, postula esse fechamento numa representação pessoal e hereditária da Nação na figura do Rei. Se não são acima de tudo monárquicos, como o eram os monárquicos constitucionalistas, os integralistas são-no por certo por tradição histórica e por dedução positiva. Se não estavam empenhados prioritariamente em restaurar a monarquia, a qualquer custo e de qualquer maneira, estavam-no porém, no dizer de Sardinha, em «restaurar Portugal pela Monarquia». O nacionalismo integralista é, pois necessariamente monárquico. Da defesa desta conclusão acerca da Monarquia se encarregaram aliás diversamente os próprios integralistas. Sardinha e outros, pelo «estudo histórico da nacionalidade», Pequito Rebelo, por seu lado, «viajante do raciocínio», como ele dizia, «pela estrada da lógica».
Não era pois indiferente para os integralistas a «questão do regime», embora não constituísse de facto preocupação primária. A realeza era remate final de uma estruturação político-social que havia que edificar a partir da base. Daí que as energias se canalizassem, não para o topo do edifício, mas sim para os seus alicerces.
Mas nem por isso minimizavam a sua importância, ou silenciavam o seu carácter essencial para a estratégia integralista. Não só porque a instituição monárquica era tida como «órgão de unidade e continuidade na vida do Estado», e o Rei como «símbolo da perpetuidade da Pátria», mas também porque, longe do valor político exclusivamente representativo da Realeza, ela assumia, no projecto integralista, a suprema função da governação. «O Rei governa mas não administra, dizia Sardinha. Herdada de Gama e Castro, tal é a fórmula política do Integralismo. Não é outra a significação do «poder pessoal» do Rei, que, de modo nenhum, é honesto baralhar com o conceito corrente de Absolutismo».
O Estado integralista pretende-se, com efeito, tanto antidemocrático como antiabsolutista ou totalitarista. O absolutismo precedeu aliás, logicamente, no entender integralista, o que chamariam de centralização democrática. Ambos deixaram o indivíduo abandonado perante o Estado. Para evitar cair quer num quer noutro desses erros políticos, o integralismo dizia pretender potenciar os organismos intermédios.
Longe portanto de qualquer reedição da estafada defesa do «poder divino dos reis», mas antes entroncando na tradição católica da natureza e limite do poder, os integralistas apontam para o reforço dos organismos intermédios da Nação. «O integralismo, explica Luís de Almeida Braga, pretende estabelecer um regime mais autoritário e ao mesmo tempo mais livre do que o adoptado pela Monarquia constitucional, ingloriamente deposta em 5 de Outubro. Mais autoritário, porque o Rei terá a iniciativa e a força de governo; o seu poder não será partilhado, saber-se-á sempre de quem emana o acto de autoridade. Entretanto o regime será mais livre, porque esse poder, nem dividido nem aquinhoado, será mais restrito e limitado. Enquanto o Estado parlamentar, incapaz de grandes empreendimentos, se intromete em tudo, sem nunca responder por coisa alguma, o Estado integralista, mais vigoroso na esfera da sua competência imediata, verá a sua autoridade diminuir, até desaparecer para além dos limites que lhe marcam os municípios, as províncias, a organização local e geral das profissões e dos interesses».

- Manuel Braga da Cruz, O Integralismo Lusitano e o Estado Novo

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