Ainda o aborto

Os defensores do aborto continuam com a sua ladainha de sempre: “nenhuma mulher faz um aborto porque quer, mas sim porque é confrontada com situações dramáticas”. O que é que está implícito neste argumento? Que o aborto é um recurso extremo que só se justifica em situações extremas – em qualquer outro caso é ilegítimo. É isto que os defensores da liberalização do aborto dizem (pelo menos publicamente). Mas, ao mesmo tempo que dizem isto, os defensores da liberalização dizem também que as ricas têm possibilidade de o fazer (“vão a Badajoz”) e as pobres não, e que não é justo as pobres não terem acesso às mesmas “facilidades” que as ricas. Isto suscita-me duas questões: 1ª. então as ricas fazem abortos porquê? Certamente que não é por causa de “situações dramáticas”… 2ª. Se as pobres só fazem abortos, não porque querem, mas porque são confrontadas com as tais situações dramáticas, porque é que em vez de se combaterem e resolverem as situações dramáticas se liberaliza o aborto que, segundo os próprios defensores da liberalização, ninguém quer fazer? Porque é que em vez de dar às pobres a possibilidade de ter os seus filhos, se prefere mantê-las na mesma situação empurrando-as para o aborto? O que as pobres querem não é fazer abortos, é ter um emprego estável, um salário decente, uma casa, comida na mesa. Mas isso os ricos-mui-preocupadinhos-com-os-pobrezinhos não querem fazer… isso implicava mexer com os seus privilégios de casta. Pois.

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"Prós & Contras"

Acabei por decidir ver o “Prós & Contras”. O “sim” esteve asqueroso como sempre, o “não” pareceu-me globalmente bem.
Quero só deixar um nota sobre o médico do “sim”, que parece ter ficado todo contente com o seu “brilharete”, ao acusar a dr. Isilda Pegado de incoerência, já que ela, a ser coerente, deveria opor-se também à lei de 1984. Tenho pena que ninguém lhe tenha devolvido a acusação já que, coerentemente, não é possível ser a favor do aborto às 10 semanas e não aos 9 meses. Como perguntava a Edite Estrela: “há mais vida às 12 semanas?” Não, não há, deduzo portanto que a dr. Edite Estrela (e o resto da cambada) é a favor do aborto até aos 9 meses…

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Dúvida

Será que vale a pena ver o próximo "Prós & Contras" sobre o aborto?... Acho que não, sinto-me sempre um bocado a ridículo a insultar a televisão.

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De pé entre as ruínas

Daqui se saúda (tardiamente) o aparecimento on-line da “Legião Vertical”. De pé entre as ruínas, sempre!

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Já começou...

posted by Nacionalista @ 10:09 da tarde, , links to this post


Dizem os defensores do aborto que legalizá-lo não incentiva ninguém a fazê-lo. Este raciocínio é extraordinário, porque parte do princípio que a lei não tem qualquer poder dissuasor. Se a lei não tem qualquer poder dissuasor, então porque é que proibimos o roubo (ou a fraude, ou a evasão fiscal, ou o homicídio, etc.)? Porque é que precisamos de leis? Afinal de contas, se elas não dissuadem ninguém, então não servem para nada…

posted by Nacionalista @ 8:50 da tarde, , links to this post


Dissonâncias

Sobre a questão do aborto, tenho notado uma certa dissonância entre o “discurso oficial” (o dos políticos e dos artigos de opinião) e o discurso do “militante de base”.
O “discurso oficial” tende a adoptar uma linha deste género: “ninguém quer abortar e ninguém o faz de ânimo leve, apenas queremos que mulheres colocadas perante situações dramáticas possam recorrer a essa alternativa sem correrem o risco de ir para a prisão”. Já o discurso do “militante de base” é mais assim: “cada um faz o que quer com o seu corpo e ninguém tem nada a ver com isso! O feto é só um feto, não é um ser humano (e mesmo que fosse…)! Por essa lógica a masturbação também devia ser proibida…”
Nota-se claramente que o “militante de base” defende o aborto simplesmente porque lhe dá jeito, porque lhe é conveniente. A namorada engravidou? Não há problema, faz-se um aborto. A gravidez vai estragar a “linha”? Não há problema, faz-se um aborto. A gravidez impede as idas à discoteca? Não há problema, faz-se um aborto. Esqueceu-se do preservativo (ou outro método contraceptivo)? Não há problema, faz-se um aborto. A maternidade dá muito trabalho, acaba com a “vida social”, perturba os estudos ou a ascensão na carreira? Não há problema, faz-se um aborto.
O “discurso oficial” limita-se a tentar esconder esta frivolidade, talvez porque saiba que se a questão fosse assim apresentada – tal como realmente é – muito mais gente se sentiria repugnada. Temos então a seguinte situação: as tais mulheres em situação dramática não passam de arma de arremesso utilizada desavergonhadamente pelos pró-aborto quando estes, na realidade, se estão bem a borrifar para elas e apenas as utilizam como desculpa legitimadora da sua irresponsabilidade e frivolidade.
E depois de se legalizar o aborto? As frívolas (e os frívolos) poderão fazer os seus abortos sem incómodos e sem juízos morais incomodativos (afinal de contas, se a lei permite é porque “não faz mal”) e as tais mulheres confrontadas com situações dramáticas, continuarão confrontadas com as tais situações dramáticas, e, quando tiverem dúvidas ou procurarem ajuda, saberão que toda a sociedade acha que fazer um aborto é normal e que, por isso mesmo, é isso que se espera delas.

posted by Nacionalista @ 8:40 da tarde, , links to this post


Uma questão de moral

De entre os argumentos utilizados pelos pró-abortistas, um dos que mais me “diverte” é o de que “o aborto é uma questão moral”. Sim, claro que o aborto é uma questão moral, e daí? O que é que se pretende com essa afirmação? O raciocínio é simples (melhor dizendo, simplista): uma vez que o Estado é “laico” e “neutro”, não pode impor preceitos morais a ninguém – cada um tem a sua própria moralidade, cada um fará o que a sua consciência lhe ditar. Só há um “pequeno” problema neste raciocínio: o Estado não é neutro, não é “amoral”, nem pode ser. Qualquer lei, ao proibir ou impor determinada conduta, adopta uma posição moral, já que considera certos comportamentos como desejáveis ou censuráveis. Quando o Estado decide que os impostos devem ser progressivos, de modo a fazer-se uma redistribuição dos rendimentos, o que é que está aqui em causa senão um julgamento moral, que considera que os mais ricos têm a obrigação de ajudar os mais pobres? Isto não é também uma questão moral? Ainda havemos de ouvir aqueles que fogem aos impostos argumentar que o Estado não lhes pode impor uma “moral redistributiva”…

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Elogio do Rei

Como ando sem vontade nem paciência para escrever duas linhas que sejam, deixo-vos aqui alguns comentários respigados numa caixa de comentários do blogue Reconquista. O título é da minha autoria.

* * *

Não, caro senhor, quero dizer monarquista, quero um Rei que reine; não me interessa um rei faz de conta, só porque é bonita a Monarquia. A Monarquia, como indica o termo, é o regime onde Um só manda, não sendo as "monarquias constitucionais" verdadeiras monarquias, senão a corrupção das mesmas. "Monarquista", termo velho, permite-me distinguir-me dos monárquicos conformistas ou vaidosos dos quais é feita muita dessa praça.

* * *

A Monarquia não é por [a]mor do Rei mas por amor à Nação - aos que estão, estiveram e estarão. O maior bem é o da liberdade – individual e concreta, não a abstracção mentirosa pela qual se fomentam os motins a que chamam revoluções. Assim, a função do Rei é defender e fomentar a liberdade dos seus compatriotas.

Agora sou eu que não percebo o que entende, o caro senhor, por Ordem. Se ordem é imposição de preconceitos, de preceitos irrelevantes, a invasão atrevida das vontades e dos sentimentos alheios por uns que se julgam melhores ou mais prescientes, não quero essa ordem. Se o Rei nomeasse uns ministros que impusessem a obrigação da "sua" Escola, do "seu hospital" e da sua "previdência social" eu não queria esse Rei.

Mas um Rei verdadeiro e honrado não invade a esfera privada, tem mais e melhor de que se ocupar: na defesa, na justiça, na estrada.

Porquê então o Rei e não um qualquer ditador? Porque ao ditador faltará sempre a nobreza de ânimo que caracteriza o Rei. O rei é um Senhor, senhor de si, dos seus meios, públicos e privados, ele próprio livre e independente; não conhece outra forma de considerar os seus compatriotas senão como senhores livres e independentes. Digno, o Rei trata dignamente. O ditador, para dizer o menos, em geral, desilude.

Fica pois a saber, o meu amigo que um libertário encara o Rei como um exemplo de Homem livre e íntegro que cumpre honesta e precisamente o seu Trabalho.

Ao Rei o que é do Rei.

Nada mais.

* * *

Diz-me o meu amigo: «"Libertário", nunca foi outra coisa que não uma forma de anarquia, a rejeição de regras, de valores comuns, de senso comum, de nivelamento social."»

Rejeição de regras? Mas só existe uma regra fundamental. A da não iniciação de violência, acrescento, física ou mental. Por palavras mais vulgares: "Não roubarás! Não mentirás!". Que outras regras quer? Aplique as duas citadas à diversidade de situações encontradas na sociedade e reconstituirá, na sua simplicidade e vigor, toda uma legislação.

Que é a honra senão a consciência e acatamento fiel dessas normas essenciais aplicadas aos outros e A NÓS PRÓPRIOS?

Diga-me lá se isto não é o mais perfeito senso comum?

Refere o "nivelamento"… Pois não há melhor nivelamento do que o construído pelos próprios: Cada um vale o que vale. Trabalho para subir, então, subo. Prefiro descansar, então, fico. Opto por matar-me, então, morro. E não há título que valha (pior que o título de nobreza é o título académico, os doutores livrecos são asquerosos ao contrário dos condes e marqueses que, na condição de não serem uns petulantes, até são agradáveis no trato e superiores na visão).

Você ainda não reflectiu sobre a ideia de que a Monarquia, ao menos a Monarquia europeia, é um produto do anarquismo, a forma mais acabada do anarquismo que prevaleceu na Idade Média inicial. Os historiadores mais clarividentes situam o auge da civilização europeia, o seu período dinâmico, brilhante, pelos séculos XI, XII, XIII et pour cause.

Nesse tempo, era o Rei e o Povo. Os intelectuais trabalhavam a copiar iluminuras e a aperfeiçoar os métodos da economia. Mas eram os monges. Bastava. Depois, vieram os letrados, os magistrados, os meirinhos e toda uma corja de inúteis que, ardilosamente, tudo quiseram complicar. Estamos na mão de teóricos.

Vem-me você falar da desejável "divisão entre os que fazem as leis e aqueles que as cumprem." Pois, os que as fazem não as cumprem… Perdoe a momentânea ironia. Parte você do princípio que todas as leis são boas. E eu digo-lhe que a maioria não presta e que bastam duas ou três. Agora não se confunda Lei e regulamento tendo este uma natureza técnica especial. Mas na área da regulamentação moderna, técnica, nota-se a mesma burocratização idiota que tem ocorrido na lei civil e penal desde há séculos.

Fala você de elites… Que elites? No seu blog tem um símbolo de proibição à maçonaria. Quer mais completa elite? Porque não a aceita? As elites são uma fraude se não se constituem espontaneamente. As nossas elites académica, judicial, militar, política são uma m… São-no porque vivem todas à custa da gamela comum, não têm honra!

De que elite precisa o Rei? Eu digo-lhe. Como sempre, homens de armas e pouco mais.

A perfeição do Rei está na sua independência dessas elites mafiosas que surgem como cogumelos ou das que estão no terreno desde o tempo dos meirinhos. Independência que lhe advém de ser um "homem forte" e não um merdas qualquer.

Compare o nosso Rei, D. Duarte, com Cavaco Silva. Aí tem a diferença entre um Homem e um Merdoso. E, no entanto, o merdoso é das elites e "subiu na vida a pulso" enquanto o Homem esteve onde está desde há séculos. Para ser forte faltam-lhe as armas porque coragem e vontade já as tem.

Dizia, D. Duarte, numa entrevista relativamente recente: "Interessa-me a economia que conta (a produção não a especulação)…" Como libertário, digo o equivalente da Lei.

Quanto ao estado da sociedade, vivemos num comunismo governado pela maçonaria. Essa é a República: Escola obrigatória, hospital obrigatório, serviço militar obrigatório, etc.

Não me venha colocar, na sua argumentação, Monarquia e República, de braço dado, contra o "anarquismo" ou contra ou a favor seja do que for. Monarquia e República estão separadas, no mínimo, por um assassínio.

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A imigração explicada às crianças

Ernesto Milà publica no seu excelente blogue uma série de artigos, sob a forma pedagógica de diálogos, intitulados “A imigração explicada à minha filha”. Vale a pena ler os três artigos já publicados (sobre as causas da imigração, a globalização e os prejuízos para os trabalhadores europeus) e aguardar os restantes 17 (!).

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Uma boa causa

Deu entrada no governo civil de Lisboa um pedido para a realização de uma concentração Anti-Aborto, pelas 18:30 do dia 23 de Outubro de 2006, frente à Assembleia da República. Contra as manobras dos Pró-Abortistas e seus Lacaios. Que ninguém se engane, o que está em jogo é mais do que a despenalização do aborto até às 10 semanas. Uma vez que a maioria da classe médica se recusa a fazer outros abortos que não os terapêuticos, serão instaladas em Portugal Clínicas para o efeito. Mais uma negociata em que os contribuintes, todos nós, teremos que pagar, do nosso bolso e com os nossos impostos, aquilo que para todos os que defendem a vida mais não é do que o assassínio em massa de crianças inocentes.

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O aborto e as marés ideológicas

Artigo de João César das Neves, de que se transcreve dois parágrafos:

Pelo seu lado, a liberalização do aborto não tem nenhuma hipótese de futuro. Na dinâmica das civilizações, a dissolução doméstica, promiscuidade sexual e obsessão venérea são sempre sinais de decadência, não de desenvolvimento. Aliás, a Europa vive já uma grave crise de valores e uma catástrofe demográfica, que lhe serão fatais na dinâmica global dos blocos. Precisamente porque a sua cegueira ideológica é avassaladora.

(...)

A maré vai mudar. Entretanto a alteração da lei tem um aliado perigoso: o comodismo burguês. Não faltam os que dizem coisas como: "Eles não nos largam com isto, o melhor é deixá-los mudar a lei para ver se se calam." Além de cobarde e cínico, trata-se de um erro clamoroso. Porque "eles" não se vão calar, tal como os revolucionários da geração anterior só pararam diante da catástrofe económica. Reforçados com uma evental vitória que a cobardia lhes concedesse, iriam promover outras mudanças, menos sangrentas mas mais depravadas.

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Mas afinal... talvez a intenção de alguns fosse outra...
De facto, quando D.O. considera que esta medida francesa significa uma «humilhação» para a Turquia, então fica à vista qual é o intuito dos Daniéis Oliveiras e quejandas indignididades humanas quando querem obrigar os Europeus a arrependerem-se do seu passado: a intenção é, sempre foi, humilhar os Europeus.

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La revolución de la Vida

La existencia de cualquier idea, de cualquier reivindicación, de cualquier futuro europeo se basa esencialmente en los portadores de esos valores, es decir, en la Vida como transmisión de lucha.
Desde hace décadas el pueblo europeo sufre un enorme y silenciado genocidio, amparado legalmente por las democracias y promovido por los gobiernos que refrendaron las leyes proabortistas, así como asociaciones y lobbys feministas, progresistas y liberales.
Desde que el infanticidio fue legalizado en España, el número de asesinatos de no nacidos ha aumentado drásticamente año tras año, hasta llegar a la infame y dolorosa cifra de más de 100.000 muertos al año. Cada seis minutos es asesinado un niño a través del aborto, cada año en toda Europa más de un millón de niños no llegan a ver la luz de Europa.
El aborto es la principal causa de mortalidad en Europa, muy por delante de muertos en accidentes de tráfico, sida, cáncer o ataques al corazón. La mortalidad infantil supera al número de nacimientos, la población europea por lo tanto decrece.
Todo ello acompañado, como si de un perfecto plan se tratase, por paupérrimas e inexistentes ayudas a la familia, y la imposición de condiciones laborales que impiden la creación de una Familia, pilar fundamental de cualquier población.
Parece que el Plan Kalergi se está cumpliendo a la perfección. Los europeos pereceremos como civilización y como estirpe, y pronto no habrán hijos que rieguen los jardines que nuestros abuelos sembraron.
Es hora de la revolución de la Vida, de perseguir el asesinato cruel de los más inocentes. Es tiempo de procrear, de reconquistar con hijos los jardines de Europa, de repoblar nuestra minoritaria población ¡Es hora de renovar batallones!

- Diego M. Urioste

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Ligações

Finalmente decidi-me a mexer nas ligações aí na coluna da direita. Apaguei os blogues mortos, retribuí ligações e acrescentei outros (uns que já conhecia e por preguiça ainda não tinha adicionado, outros que descobri recentemente).

De entre os novos quero destacar dois. Primeiro o Máquina Zero, “ocidentalista” demais para o meu gosto, mas implacável na crítica ao multiculturalismo e à xenofilia reinante. Parece que o inefável Daniel Oliveira é um dos seus alvos predilectos, o que só pode ser bom.

Em segundo lugar o República dos Desalinhados. Subintitulado “universitários, jovens, bêbados e rebeldes” e com um grafismo excelente, este blogue promete. Estou enganado, ou tem alguma coisa a ver com os extintos “Porta-bandeira” e “Geração 1987”?... Espero que dure!

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Quando as vítimas são os principais culpados

Um bom artigo de Manuel Serrão sobre as recentes perseguições policiais na zona do Porto - publicado hoje no JN.

* * *

Tenho que começar por pedir ao leitor que não me interprete mal. O cronista não pode ter medo de escrever sobre situações lamentáveis e delicadas, mesmo correndo o risco de ser mal interpretado. É o que faço hoje, mas rodeio-me de cautela, começando por este pedido.

Na última semana dois concelhos da Área Metropolitana do Porto foram abalados por dois incidentes semelhantes um carro (portanto, dois) não respeita uma barreira da GNR, ignora a ordem de paragem e põe-se em fuga. Na perseguição que logicamente se inicia e demora vários minutos e vários quilómetros, os fugitivos só param à força das balas. Atingido pelos disparos dos guardas na sequência da operação, morre um dos ocupantes do veículo, e há quem fique ferido em estado crítico.

Nestes casos o que é costume é que só fale (ou escreva) quem se coloca incondicionalmente ao lado dos fugitivos, condenando a actuação das autoridades, com o discurso, tão fácil de aceitar, que uma vida vale sempre mais que todos os crimes do mundo. Os outros, quero pensar que a maioria, remete-se ao silêncio por pudor, nojo ou cobardia.

Acresce que este pessoal que está sempre militantemente contra as autoridades, nunca cuida de saber ou opinar sobre as circunstâncias dos factos se um polícia disparou e alguém morreu, só há uma vítima, o falecido e só há um culpado, o polícia. Há muitas situações em que as vítimas são os principais culpados.

Os dois casos desta semana suscitam-me duas linhas de raciocínio. Uma tem a ver com a opção pelos disparos e a outra está ligada ao perfil da marginalidade.

Começando pela segunda parece-me curioso observar a diferença da natureza geral dos marginais entre as Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto.

A memória de acontecimentos semelhantes lembra-me que em Lisboa o caso tipo é o de um imigrante clandestino ou descendente de oriundos de países terceiros, que anda fortemente armado e dispara sobre os guardas, quando são perseguidos depois de desobedecerem à ordem de parar. Quando são apanhados, normalmente descobre-se que fugiam por razões de peso, ligadas à grande criminalidade.

Por cá, como aconteceu ainda esta semana com estes funestos incidentes, os marginais são portugueses que nasceram ou sempre viveram na região, não andam armados e fogem à polícia numa atitude inconsciente e por razões menores, ligadas à pequena criminalidade.

Podem ou devem as autoridades utilizar procedimentos diferentes em função de uma criminalidade tipo diferente? Em teoria e na prevenção, claro que sim. Já na prática destas operações no terreno e face a comportamentos como os que vieram a lume, não se percebe como.

Também neste caso os bons prognósticos só podem ser feitos no final.

É evidente que depois de conhecido os desfecho dos casos, a actuação da GNR aparece despropositada em relação ao tipo de marginalidade em causa. Agora, antes de saber do que se trata, quando é a sua própria vida que está na balança da decisão, há que ter a coragem de reconhecer que a actuação dos agentes, com os meios à sua disposição, dificilmente poderia ter sido outra.

Se a GNR ou a PSP fossem obrigadas a ter condutas diferentes aqui e ali, porque a região só tem habitualmente pequenos marginais, estávamos perdidos.

No dia em que a GNR for impedida de perseguir quem desrespeita a sua autoridade, ou for obrigada a desistir quando os fugitivos põem em risco a vida de terceiros inocentes e a sua própria vida, então nunca mais ninguém parará numa operação-stop, nem que seja por vir só com um copito a mais. Aliás, especialmente por causa disso.

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Conhecem Kriss Donald?

Kriss Donald, um jovem escocês de 15 anos foi assassinado em 2004 por um grupo de paquistaneses. O motivo? Ser branco. Um dos bandalhos cúmplice neste crime hediondo disse, em tribunal, que nada teria acontecido a Kriss se ele fosse chinês, africano ou asiático. Os pormenores podem ler-se aqui. Aonde andam agora as associações "anti-racistas"? Onde estão as manifestações de pesar? E os discursos comovidos dos políticos? E o espalhafato mediático? Será que daqui por 10 anos ainda alguém se vai lembrar de Kriss Donald? A expressão "dois pesos e duas medidas" diz-vos alguma coisa?

posted by Nacionalista @ 3:43 da manhã, , links to this post


France retreats on immigrants

Bem me parecia que a "dureza" de Sarkozy em relação à imigração ilegal era sol de pouca dura... mas o mais interessante na notícia são os comentários de alguns imigrantes. Diz um: "Não tenho confiança no sistema", e um outro: "O sistema está contra nós". Estes tipos parecem estar convencidos de que a França tem algum tipo de obrigação para com eles, como se existisse algum dever de acolher imigrantes. É a inversão de toda a lógica: a imigração, em vez de ser um privilégio, torna-se num direito; o país de acolhimento, em vez de conceder ao imigrante o privilégio de viver no seu território, tem a obrigação de o receber.

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Tradição e Revolução

A Tradição é Revolução, etimológica e realmente. “Revolução” é “re-volver”, ou seja, regressar às Origens, mas não antes de completar o Ciclo, a rotação, a astronómica “re-evolução”. A verdadeira Tradição não tem nada a conservar, pelo contrário deseja destruir tudo para assim dar cumprimento “revolucionário” ao Ciclo, para preparar um novo início, uma nova Idade de Ouro.

A Conservação é o contrário da Tradição/Revolução, se a entendermos não no sentido dos Valores mas apenas da manutenção, da defesa das estruturas do passado, das formas já superadas, dos redutos vazios e banais, das fórmulas e das formas que o tempo reduziu a cinzas. E isto é válido tanto para as fórmulas políticas e sociais como para as religiões e culturas que uma vez tornadas residuais e inúteis se perpetuam em vãos simulacros.

Repetimos: no mundo moderno não há nada que conservar, mas tudo a destruir. Começando por quanto de fossilizado existe em instituições de um passado pouco distante, que não foram senão frutos do modernismo do seu tempo: desde os nacionalismos gerados pela “Revolução” Francesa e pelos “Imortais Princípios” de 89.

Se a conservação é o contrário da Tradição revolucionária, a Subversão, como todos os fenómenos de revolta no mundo moderno, é uma revolução de sinal contrário, uma Contra-Revolução, sempre no sentido tradicional do termo.

A subversão, pretendendo destruir as formas do presente (e este é o seu aspecto mais positivo), fá-lo no entanto em nome e sob o signo da “modernidade”, como categoria mental e espiritual. Isto não se traduz numa aceleração em direcção ao fim da presente decadência e portanto à precipitação do ponto catártico que assinala a passagem revolucionária de ciclo, senão numa perpetuação sob novas formas de decadência, que tenderão naturalmente a cristalizar-se na enésima conservação, até à chegada de uma ulterior vaga subversiva.

A subversão tende a apagar as formas do passado para conservar a essência do presente, isto é, o modernismo anti-tradicional, tratando assim de deter o verdadeiro processo revolucionário que poderia encerrar este ciclo e abrir um novo. A subversão é, em definitivo, outra forma de conservação.

— Carlo Terracciano, “Revolta contra o mundialismo moderno

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O PNR (Partido Nacional Renovador) vai realizar um protesto na próxima 4ª feira, dia 4 Outubro, pelas 18 horas, à porta do Hotel Barcelona, em Lisboa, onde se realizará o Workshop com o tema «Uma população perigosa? Factos e rumores sobre a delinquência dos imigrantes», no âmbito da «11ª Conferência Internacional Metropolis Caminhos e Encruzilhadas: Migrações e Transformação dos Lugares». Esta mega conferência vem na continuidade de políticas mundialistas, que visam diluir povos e culturas, destruindo assim a identidade e a soberania das nações e colocando em perigo a estabilidade dos povos. Considera o PNR que estas políticas criminosas promovem a invasão irresponsável de imigrantes e a transformação destruidora dos lugares de acolhimento. O Nacionalismo é a única alternativa e verdadeiro combate às políticas mundialistas. Alto à invasão! Portugal é dos portugueses!

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